O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, declarou que “não resta dúvida de que o PCC está envolvido” na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Ele foi assassinado na segunda-feira 15, em Praia Grande.
Segundo Derrite, a facção criminosa participou do ataque. Ele afirmou que a polícia ainda investiga a motivação do crime e que pode ter relação com o cargo de Fontes na prefeitura ou com sua atuação contra a facção.
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O secretário-executivo da Segurança Pública, Osvaldo Nico, já havia considerado provável a ligação com organizações criminosas, ao lembrar o histórico de Fontes como inimigo do PCC.
Nico descreveu a execução como “planejada e de alta complexidade”. Além disso, ele disse que os criminosos demonstraram “conhecimento técnico” e tático, com um integrante na contenção e outros dois que dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra Fontes.
Derrite divulga nomes e fotos de suspeitos
Os suspeitos, que são alvo de mandados de prisão e estão foragidos, são Felipe Avelino da Silva, conhecido no PCC como Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos.
Derrite divulgou as fotos em suas redes sociais.
Ainda de acordo com o secretário de Segurança, já houve a primeira prisão relacionada ao assassinato. “Trata-se de uma mulher de 25 anos, presa temporariamente, responsável por levar da Praia Grande para a região do ABC um dos fuzis usados no crime.”
Entenda o caso
Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, era secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande e ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo. Ele foi alvo de uma emboscada depois de uma perseguição em alta velocidade.
O carro dele bateu em um ônibus e capotou na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas. Em seguida, os criminosos desceram e atiraram contra ele. Depois da execução, houve o abandono e o incêndio de veículos usados na ação.
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Fontes era reconhecido pela atuação contra o PCC. Em 2006, ele indiciou toda a cúpula da facção, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Desde então, estava jurado de morte.
O próprio ex-delegado já havia manifestado preocupação com sua segurança depois de sofrer assaltos e emboscadas.






































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