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Em SP, material didático dizia que Dom Pedro II assinou a Lei Áurea

Governo afirma ter afastado professores responsáveis por elaboração do material

princesa isabel lei áurea
Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil | Foto: Reprodução/Ambiente Legal

Material usado em salas de aula nas escolas estaduais paulistas trazia a informação errada de que o imperador Dom Pedro II havia assinado a Lei Áurea. Foi sua filha, Princesa Isabel, quem assinou o documento de 1888.

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Outro erro crasso diz respeito à geografia paulistana: “Jânio Quadros, em 1961, quando era prefeito de São Paulo, emitiu um decreto vetando o uso de biquínis nas praias da cidade”. Além de a capital paulista não ficar no litoral, Jânio foi prefeito até 1959.

Governo afirma ter afastado educadores

O conteúdo faz parte do material digital que uma equipe organizada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc) produziu. Três milhões de alunos da rede estadual de ensino utilizam o material, desde abril.

Com a divulgação pela imprensa, a secretaria informou já nesta quinta-feira 31 que “afastou os servidores responsáveis pelos graves erros didáticos no material digital”, segundo apurou o jornal Folha de S.Paulo. Também se comprometeu a “reforçar a equipe de revisão”.

Recusa de material didático do governo federal

Em 31 de julho, a secretaria declarou que não participaria do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Portanto, abdicou dos livros didáticos selecionados e comprados pelo Ministério da Educação (MEC), órgão federal.

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Em família: Princesa Isabel e seu pai, Dom Pedro II, em 1870 | Foto: Reprodução/Ambiente Legal

Com a repercussão negativa, o governo do Estado recuou da decisão em 16 de agosto. Em ofício, o secretário Renato Feder solicitou ao MEC a readesão ao PNLD. “Levando em conta o diálogo com a sociedade e a rede de escolas quanto ao ato da Seduc, a gestão da pasta reconsiderou sua decisão”, declara o documento.

Material e currículo próprios

A ideia inicial da Seduc era um material totalmente digital a partir do 6º ano. “Para os anos iniciais, material digital com suporte físico; nos anos finais e ensino médio 100% material digital”, afirmou em nota de julho.

Sobre a diferenciação do conteúdo, a mesma nota comunica que “a Educação de SP possui material didático próprio alinhado ao currículo do Estado e usado nas 5.300 escolas, mantendo a coerência pedagógica”.

Impresso e encadernado

A opção pelo digital exclusivo também gerou críticas que levaram o governo a recuar: “Nós vamos encadernar e entregar impresso”, disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 5 de agosto. “Ou seja, se o aluno quiser estudar digitalmente ele vai poder, se ele quiser estudar no conteúdo impresso ele também vai ter essa opção.”

Leia também: “Secretário de Educação de SP diz que não vai discutir se Paulo Freire é bom ou não”

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6 comentários
  1. Christian
    Christian

    Claro que este erro foi proposital. Tem mão da esquerda nestes revisores.
    Pra rua já…!

  2. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    Obra de Professores petralhas infiltrados. Qualquer indivíduo percebe a treta. Necessária apuração e punição dos criminosos.

  3. ROSANA DAS GRAÇAS NOGUEIRA
    ROSANA DAS GRAÇAS NOGUEIRA

    Paulo Freire é responsável pela desgraça da educação púbica no Brasil.

  4. Francisco nascimento
    Francisco nascimento

    Sabotaram o material, na verdade houve um crime aí, deveria haver uma investigação e demissão dos responsaveis. Tá na cara que foi sabotagem

  5. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Concordo com Jocelio , erro proposital para difamar o governo do estado

  6. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    Se cavucar vai achar q o erro foi proposital, para denegrir o ensino adotado pelo governo de sp . Desses professores amiguinhos do boulos pode se esperar tudo.

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