‘É impensável manter o Carnaval’ em SP, diz Gabbardo

Aumento de casos de covid-19 e gripe na capital paulista e em todo o Estado inviabiliza as aglomerações típicas do Carnaval
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João Gabbardo, coordenador do comitê científico do governo de São Paulo
João Gabbardo, coordenador do comitê científico do governo de São Paulo | Foto: Mister Shadow/Estadão Conteúdo

O coordenador do comitê científico do governo de São Paulo, João Gabbardo, disse que as chances de o Carnaval de rua ser realizado neste ano é muito remota. As declarações foram dadas durante entrevista coletiva na quarta-feira 5 no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Para Gabbardo, o aumento de casos de covid-19 e gripe na capital paulista e em todo o Estado inviabiliza as aglomerações típicas do período carnavalesco.

“Nós não temos como fazer um controle sobre o Carnaval de rua. Fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação. Eu acho que é impensável manter o Carnaval nessas condições”, afirmou o coordenador do comitê paulista.

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Apesar da posição manifestada por Gabbardo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reiterou que ainda não há uma decisão oficial a respeito da realização do Carnaval de rua — e que ela caberá aos municípios.

“A posição do governo do Estado de são Paulo é aquela já expressada pelos nossos médicos: não é o momento para aglomerações dessa ordem”, afirmou Doria. “Portanto, a recomendação é evitar que isso aconteça. Porém, a decisão cabe àqueles que dirigem e comandam as prefeituras.”

A prefeitura de São Paulo deve anunciar ainda hoje uma decisão final sobre o assunto. Anteriormente, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) havia informado que se manifestaria apenas no dia 10, mas esse anúncio deve ser antecipado.

No início da semana, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (MDB), anunciou o cancelamento dos blocos de rua na capital fluminense neste ano.

“Falo aqui como prefeito que gosta de Carnaval, como cidadão. Infelizmente, não podemos fazer o Carnaval de rua nos moldes realizados até 2020”, disse Paes, ao lado do secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, e da presidente da Riotur, Daniela Maiaem transmissão nas redes sociais.

Paes disse que buscou alternativas para manter a festa, mas os blocos não aceitaram. Ele sugeriu que os blocos fossem realizados em apenas três pontos da cidade.

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4 comentários Ver comentários

  1. O Gabbardo tem toda razão. Só faltava deixar acontecerem essas marchinhas pela cidade com aglomeração e todos sem máscaras e no dia seguinte recomeçar aquela ladainha do álcool gel, distanciamento e uso de máscaras. Seria a desmoralização TOTAL das medidas preventivas de controle dos vírus.

    1. Sim, ele tem razão, contudo, o joão bosta metido a presidente, parece discordar dele uma vez que passou a bola para os prefeitardados, que pelo menos aqui em SP Capital, liberou os bloquinhos de rua. Se isso não mais uma jogadinha política em busca dos votos dos alienados, não sei como chamar então.

  2. Não seria mais honesto decretar no Mundo todo o fim dos grandes eventos que reúnem grandes concentrações de pessoas? Se a vacina não funciona tenham coragem de dizer que a peste chinesa veio para por um fim no convívio em sociedade como sempre conhecemos. A nossa miserável vida artificial daqui pra frente se baseia em leitos de uti e exames de laboratório e em sobe e desce de casos de covid. Mesmo que não morra ninguém dessa praga, o negócio é viver em função disso.

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