‘Estou sendo colocada em xeque com relação às minhas condutas médicas’

A médica Nise Yamaguchi foi ouvida hoje na CPI da Covid  
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A médica oncologista Nise Yamaguchi na CPI da Covid
A médica oncologista Nise Yamaguchi na CPI da Covid

Em mais um episódio do circo armado no Senado, nesta terça-feira, 1º, foi a vez de a médica oncologista Nise Yamaguchi ser ouvida na CPI da Covid. Ao todo, onze pessoas já passaram pela sabatina dos integrantes da comissão. Na sessão de hoje, chamou atenção a maneira como a médica, que, diga-se de passagem, participou na condição de convidada, foi tratada pelos parlamentares. O que se viu foi uma sucessão de acusações, atropelo nas respostas e insistentes interrupções no raciocínio da profissional. “Estou sendo colocada em xeque com relação às minhas condutas médicas”, afirmou Nise. Ao fazer um questionamento sobre infectologia, o senador Otto Alencar (PSD-BA), médico de formação, chegou a dizer que a médica “não sabe nada” sobre o assunto.

Em um rompante, o presidente da CPI, Omar Aziz, disse: “A sua voz calma, a sua forma de falar, convence as pessoas como se a senhora estivesse falando a verdade. Infelizmente, dra. Nise, o que os seus colegas me falaram, eu retiro completamente. Eles estão totalmente equivocados com relação à senhora. A senhora está omitindo muita coisa”. E ameaçou: “Eu sou presidente da comissão, senador Marcos Rogério, e estou alertando que a senhora vai ser convocada para cá, e não mais convidada”.

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O festival de grosserias se estendeu ao longo da sessão. Toda vez que as declarações da oncologista não corroboravam com o relatório final já antecipadamente elaborado pelo relator Renan Calheiros, Nise era impedida de concluir a fala e defender seu ponto de vista.

Leia também: “Circo parlamentar de inquérito”, artigo publicado na Edição 61 da Revista Oeste 

Durante todo o dia é curioso como não se ouviu um pio das militantes, das jornalistas defensoras das minorias, das artistas que adoram encampar hashtags contra o manterrupting em favor das colegas. Diante do silêncio das feministas e das protetoras dos direitos das mulheres, coube às redes sociais evidenciar o tratamento hostil recebido pela médica durante a sessão parlamentar na tarde de hoje.

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