Ex-presidentes do TSE divulgam nota em apoio a sistema de votação no Brasil

Texto também foi assinado pelo atual chefe do TSE, Luís Roberto Barroso, e integrantes do Supremo Tribunal Federal
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TSE se manifestou em defesa das urnas eletrônicas
TSE se manifestou em defesa das urnas eletrônicas | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgaram nesta segunda-feira, 2, uma nota em apoio ao atual sistema de votação no Brasil, criticado por Jair Bolsonaro e aliados. O texto também é assinado pelo atual mandatário da Corte eleitoral, o ministro Luís Roberto Barroso, novamente criticado por Bolsonaro nesta manhã.

“A contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil”, escreveram os ex-chefes do TSE.

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No texto, eles defendem a votação 100% eletrônica, adotada no Brasil desde as eleições de 1996. “Jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança”, diz a nota.

Leia também: “As urnas eletrônicas são confiáveis? Confira os riscos de fraude”

“As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo: antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados por partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet”, dizem os ex-presidentes do TSE.

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Assinam o documentos, além de Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Nelson Jobim, Ilmar Galvão, Sydney Sanches, Francisco Rezek, Néri da Silveira, Sepúlveda Pertence e Carlos Velloso.

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27 comentários

    1. quanto será que os PCC’s (aqueles 2 que conhecemos) estão investindo na manutenção do sistema atual fraudável????
      Por que esses individuos ignoram a vontade do povo? Qual o temos em modernizar?
      Sefalam que é porque vai custar $$$ diminuam os seus gastos com vinhos pren=miados e lagostas entre outros absurdos…

  1. Velhos velhacos. Nessa lista de sabotadores, incluído o inimigo público número1, o boca de sapo, dou o benefício da dúvida apenas ao Carlos Veloso.

    1. É imperativo eliminar o poder de manipular resultados da eleição, existente nas mãos de alguns técnicos do TSE.

      Não há qualquer auditoria independente no sistema eleitoral brasileiro! Este é o consenso de todos os especialistas em governança e segurança da informação que estudam sistemas eleitorais.

      Não há instrumentos técnicos para auditoria independente no sistema eletrônico de votação.

      Cada voto não é materializado em um documento eletrônico com validade jurídica, na urna eletrônica.

      A lei 10.740 estabeleceu o registro digital de cada voto. Isto não é feito na urna eletrônica hoje que reúne todos os votos em um arquivo único.

      O atual arquivo único RDV não protege os votos contra alterações ou apagamento, em caso de quebra de segurança.

      Nunca houve recontagem de votos, desde a implantação da votação eletrônica.

      Não há auditoria independente da integridade dos programas e equipamentos, após cada eleição.

      Porque o TSE insiste em publicar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro?

      Porque o TSE se recusa a conversar com especialistas independentes que querem contribuir para o aperfeiçoamento do sistema eletrônico de votação?

  2. Os picaretas estão sempre juntos para afrontar o povo, que time de safados, todos amigos do maior ladrão da história do Brasil.

  3. Grande m€rd@. O povo não espera nada diferente dos corporativistas togados. São todos cúmplices de um sistema inauditável, não transparente e não confiável. Não muda em nada a verdade dos fatos e a vontade popular continua a mesma. #urnasauditaveisjá #votoimpressoauditavel

    1. Rede TV – 07.Abr.2017.

      Entrevista da jornalista Mariana Godoy com Protógenes Queiroz (Salvador, BA, 1959), ex-delegado da PF (demitido em Out.2015) e ex-deputado federal pelo PCdoB – SP (2011 – 2015).

      Destaque para o relato a partir do timing 49:25.

      O entrevistado manifesta que não conseguiu reeleger-se por causa de fraudes na eleição de 2014 e cita detalhes convincentes.

      Menciona que foi investigar o caso e chegou a um ex-funcionário da empresa Diebold, que na época fornecia as urnas eleitorais para o TSE, que lhe confessou ter cometido fraudes na eleição de 2014 e em outros anos.

      Relata ainda que apresentou denúncia às autoridades públicas e o processo acabou sendo arquivado.

      https://youtu.be/x_cpioJWIFk – (00:56:43)

  4. Alguém pode por favor avisá-los que eles são indivíduos totalmente sem credibilidade? Nem se escrevessem em papel de seda com caneta de ouro a palavra dessa gente teria valor.

  5. Todos se fingindo de desentendidos. Quem sacramenta a credibilidade do resultado de uma eleição, numa democracia, é o eleitor, e não órgãos ou pessoas especialmente escolhidas pelos “donos” do processo. O eleitor brasileiro, que vive no mundo tecnológico atual, sabe que não é possível confirar em uma apuração puramente eletrônica sem que ela possa ser verificada por outros meios quando houver suspeita. Não importa quanto tempo leve a apuração ou quantas vezes ela tenha que ser refeita. O inaceitável é um resultado, que seja posto sob suspeição, ser empurrado goela abaixo do povo, do tipo “La garantía somos yo y mis compañeros!”. Cara de pau! Se o problema é assinaturas, ontem ficou claro que dezenas e dezenas de milhões assinariam atestando que o sistema atual não é confiável. O recado foi muito claro. Cabe agora às instituições mostrar respeito pelo poder originário.

  6. Então já que não podemos ter certeza em quem “eventualmente” votaremos, podemos pedir as FFAAs tomarem conta do país enquanto não arrumam uma forma de termos certeza em quem votamos e ao mesmo tempo não precisar ter mesa apuradora. Não vejo problema nisso.

  7. Essa é a democracia brasileira tão defendida pelas nossas ‘excelências’, onde apenas a voz do povo não é ouvida e sua vontade ignorada!

  8. Aí tem muitos orifícios rugosos p fazer bom uso desta nota, fiquem a vontade. Não vai ser campanha de presidentes e ex-presidentes do TSE que irá convencer o povo sobre a segurança das urnas eletrônicas, tá na cara o que está em jogo, até minha filha de sete anos sabe que quanto mais segurança e transparência num processo, melhor ele fica.
    A cobrança pelas indicações vitalícias, chegou.

  9. É lamentável assistir magistrados falando bobagem sobre um assunto técnico que desconhecem por completo.

    Só haverá transparência no sistema eleitoral, quando a Administração Eleitoral implantar o Princípio da Segregação de Funções recomendado pela norma ISO 27001 de segurança da informação, pelo Tribunal de Contas da União.

    Ao contrário do que acreditam Ministros do TSE, não existe sistema 100% seguro: 2/3 das quebras de segurança em sistemas de informação têm origem dentro das próprias organizações e 95% dos ataques cibernéticos são viabilizados por erros humanos. O indiscutível risco de manipulação é comprovado pelas estatísticas do mundo real.

    Os testes de segurança realizados pelo TSE não substituem a exigência de processos de certificação e auditorias independentes da Administração Eleitoral. A votação paralela, realizada pela Justiça Eleitoral, não tem qualquer valor técnico, porque um programa invasor saberá quando contorná-la.

    Mais detalhes no Canal Voto Legal
    http://www.youtube.com/c/votolegal/

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