FAB revê contrato e reduz aquisição de cargueiro militar

Em abril deste ano, a Aeronáutica pediu a revisão na negociação para compra do KC-390
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Um KC-390, aeronave militar fabricada pela Embraer
Um KC-390, aeronave militar fabricada pela Embraer | Foto Steve Lynes/Wikimedia

Na quinta-feira 11, a Aeronáutica decidiu reduzir o contrato firmado com a Embraer para a compra de aeronaves do modelo KC-390, para o transporte de carga.

Depois de sete meses de negociação, não houve consenso, e a Força Aérea Brasileira (FAB) vai rever o negócio, informou o jornal O Estado de São Paulo.

Formalizada em 2014, a contratação previa a compra de 28 unidades em dez anos, ao valor de R$ 14 bilhões. Em abril deste ano, a Aeronáutica pediu a revisão desse número para 15 aviões.

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O processo para alterar o contrato se arrasta desde então e, após extensões de prazo, chegou ao fim sem que a Embraer aceitasse a proposta.

A Aeronáutica comunicou que a decisão de reduzir os contratos levou em conta “as necessidades de nossa Força Aérea frente aos recursos anualmente disponibilizados”.

A Embraer não vai se pronunciar sobre a decisão da FAB.

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3 comentários Ver comentários

  1. Muito difícil analisar o mérito, pela precariedade das informações públicas. Mas vejamos o que temos na matéria.

    28 unidades por 14 bilhões equivale a 1/2 bilhão de reais por aeronave, ou seja, aproximadamente 90 milhões de dólares por aeronave. É uma aeronave militar, que atende requisitos exigentes, etc. e tal, mas mesmo assim parece salgado. Por outro lado, reduzir a encomenda de uma aeronave nova (projeto novo), de 28 para 15, é reduzir quase 50%. Não há planejamento que seja capaz de absorver isso aí.

    Vai ser interessante, o desfecho dessa disputa.

  2. Enquanto as principais potências mundiais multiplicam seus investimentos na defesa e soberania o Brasil vem a décadas andando para trás, vergonha.

  3. Qualquer iniciativa da indústria voltada à defesa deste país, sempre dá com os burros n’água. Vejam o caso da Engesa com o tanque Osório, agora vemos essa reportagem aí. O negócio é o seguinte, não encomendem nada nessas industrias, mandem nas às favas e vão comprar sucatas dos americanos, seus trouxas!

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