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Facções espalham terror em São Luís e fecham universidades

Polícia reforça patrulhamento e investiga facções envolvidas na série de ataques violentos

Ataques deixaram sete mortos e dez feridos em São Luís, capital do Maranhão | Foto: Douglas Junior/MTur
Ataques deixaram sete mortos e dez feridos em São Luís, capital do Maranhão | Foto: Douglas Junior/MTur

A onda de violência que atinge São Luís (MA) desde domingo 19 deixou sete mortos e mais de dez feridos. A sequência de ataques a tiros levou escolas e universidades a suspenderem as aulas e espalhou o medo entre os moradores da capital maranhense e de cidades vizinhas.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou o reforço no efetivo policial e afirmou que o Estado vai agir com rigor contra qualquer ameaça à ordem pública. Segundo ele, as forças de segurança estão nas ruas para garantir a paz, e não há registros de ocorrências dentro de escolas.

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O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, informou que cerca de 140 policiais estão em operação permanente na região da Cidade Operária, com o objetivo de prender líderes e integrantes de facções. Ele afirmou que a polícia ampliou as investigações para identificar os responsáveis pelos ataques.

Escolas e universidades paralisadas em São Luís

Catorze escolas estaduais e sete municipais suspenderam as atividades. O Instituto Federal do Maranhão (IFMA), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e uma faculdade particular também interromperam as aulas. A retomada das atividades na Escola Maria José Aragão, na Cidade Operária, está prevista para terça-feira 28.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, disse que as escolas estão sendo visitadas por equipes policiais. Ele pediu que a população evite compartilhar vídeos e áudios sem confirmação das informações, o que pode ampliar a sensação de insegurança.

Cronologia dos ataques

Os primeiros crimes ocorreram em São José de Ribamar, Paço do Lumiar e bairros de São Luís. Na Cidade Olímpica, um grupo foi atingido por tiros na Rua 17, e quatro pessoas ficaram feridas. Em Tibiri e no Bairro de Fátima, homens foram mortos em ações semelhantes.

Na segunda-feira 20, houve homicídios nos bairros Liberdade e Vila Magril. Na terça-feira 21, um ataque a tiros em frente a um estabelecimento deixou um morto e cinco feridos (entre eles, um adolescente de 13 anos).

Outros episódios ocorreram nos dias seguintes em Monte Castelo, Vinhais, Vila Janaína, Residencial Maria Aragão, Vila Vitória e Vila Palmeira. Segundo a polícia, muitos desses crimes têm ligação com disputas entre facções criminosas.

Leia também: “Crise política no Maranhão envolve aliados de Flávio Dino”

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