Joias roubadas em Ribeirão Preto acabaram sendo oferecidas à venda em rede nacional, de acordo com apuração da Polícia Civil. O caso veio à tona depois que vítimas reconheceram suas próprias peças em um programa de TV.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Receba nossas atualizações
O fato levou a polícia a investigar a origem das joias, exibidas ao vivo. Tudo começou em maio deste ano, quando quatro assaltantes invadiram uma residência no interior paulista, renderam uma família e levaram cerca de 300 peças de joalheria e oito relógios.
Um mês depois, a mulher de uma das vítimas percebeu que o programa 1001 Noites, transmitido de Curitiba, no Paraná, anunciava um dos itens do roubo.
Reconhecimento das joias e início da investigação

Ao identificar as joias, a família decidiu comprar oito delas, para confirmar as suspeitas. Os produtos chegaram acompanhados de garantia e certificado, o que reforçou a ligação entre o roubo e as vendas televisivas. A Polícia Civil localizou outras peças roubadas na sede da emissora.
O programa alegou que adquiria as joias de fornecedores cadastrados, mas não apresentou comprovação sobre a procedência dos itens. O canal declarou que a compra das peças veio de um fornecedor mineiro, Haig Hovsepian. Ele, por sua vez, relatou ter adquirido o lote por R$ 170 mil de Diego de Freitas, conhecido como Diego Ouro, de Ribeirão Preto.
Leia também: “O indevido processo ilegal”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 286 da Revista Oeste
Tanto Hovsepian quanto Freitas negaram envolvimento no esquema. O programa afirmou que trabalha com consignação e que seus fornecedores passam por seleção rigorosa. A polícia prendeu o suposto receptador em Ribeirão Preto, onde encontrou um celular destruído durante a operação.
Um dos responsáveis pelo roubo, Welker dos Santos Ferreira de Mattos, foi detido depois de ser reconhecido pelas vítimas, enquanto outros dois suspeitos permanecem foragidos. Apenas 10% das joias foram recuperadas até o momento. Segundo o Ministério Público de São Paulo, as investigações seguem para identificar demais envolvidos.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.