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Joias roubadas em Ribeirão Preto são vendidas em programa de TV

Ao assistir ao programa 1001 Noites, família reconhece itens de luxo que haviam sido retirados da residência por ladrões; entenda

Joias roubadas de família de Ribeirão Preto
Joias roubadas de família de Ribeirão Preto | Foto: Reprodução/Luciano Matioli/TV Globo

Joias roubadas em Ribeirão Preto acabaram sendo oferecidas à venda em rede nacional, de acordo com apuração da Polícia Civil. O caso veio à tona depois que vítimas reconheceram suas próprias peças em um programa de TV.

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O fato levou a polícia a investigar a origem das joias, exibidas ao vivo. Tudo começou em maio deste ano, quando quatro assaltantes invadiram uma residência no interior paulista, renderam uma família e levaram cerca de 300 peças de joalheria e oito relógios.

Um mês depois, a mulher de uma das vítimas percebeu que o programa 1001 Noites, transmitido de Curitiba, no Paraná, anunciava um dos itens do roubo.

Reconhecimento das joias e início da investigação

Anel roubado
Anel roubado | Foto: Reprodução/Luciano Matioli/TV Globo

Ao identificar as joias, a família decidiu comprar oito delas, para confirmar as suspeitas. Os produtos chegaram acompanhados de garantia e certificado, o que reforçou a ligação entre o roubo e as vendas televisivas. A Polícia Civil localizou outras peças roubadas na sede da emissora.

O programa alegou que adquiria as joias de fornecedores cadastrados, mas não apresentou comprovação sobre a procedência dos itens. O canal declarou que a compra das peças veio de um fornecedor mineiro, Haig Hovsepian. Ele, por sua vez, relatou ter adquirido o lote por R$ 170 mil de Diego de Freitas, conhecido como Diego Ouro, de Ribeirão Preto.

Leia também: “O indevido processo ilegal”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 286 da Revista Oeste

Tanto Hovsepian quanto Freitas negaram envolvimento no esquema. O programa afirmou que trabalha com consignação e que seus fornecedores passam por seleção rigorosa. A polícia prendeu o suposto receptador em Ribeirão Preto, onde encontrou um celular destruído durante a operação.

Um dos responsáveis pelo roubo, Welker dos Santos Ferreira de Mattos, foi detido depois de ser reconhecido pelas vítimas, enquanto outros dois suspeitos permanecem foragidos. Apenas 10% das joias foram recuperadas até o momento. Segundo o Ministério Público de São Paulo, as investigações seguem para identificar demais envolvidos.

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