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Brasil

Laboratório brasileiro faz sequenciamento genético da gripe aviária

Referência na América do Sul, centro de pesquisa realiza sequenciamento genético do vírus da H5N1

cientistas gravidez
Foto de National Cancer Institute na Unsplash | Reprodução

A fim de conter o avanço da influenza aviária no Brasil, auditores fiscais agropecuários atuam no trabalho de identificação, de diagnóstico e também no trabalho de sequenciamento genético do vírus H5N1. No Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), no município paulista de Campinas — órgão ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os pesquisadores trabalham para combater o vírus. Segundo a Organização Mundial da Saúde Animal, o laboratório brasileiro é referência no diagnóstico da doença em toda a América do Sul.

O trabalho no laboratório

Inicialmente, o trabalho consiste na coleta de amostras em aves suspeitas de terem contraído a doença em qualquer região do país. Dilmara Reischak, auditora agropecuária responsável pela unidade de diagnóstico e identificação genética animal do LFDA-SP, explica: “O procedimento é realizado por fiscais estaduais agropecuários que vão verificar se as aves estão com sintomas comuns da H5N1, como pescoço torto, se estão cambaleando, com dificuldade respiratória; e, em seguida, coletar amostras do sistema nervoso, digestivo e respiratório do animal para enviar ao laboratório de referência, que é o de Campinas“.

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Já no LFDA, o material orgânico passa por análises de PCR — a fim de detectar o RNA do vírus. Depois de confirmada da presença do H5N1, os auditores dão início ao sequenciamento genético. “É nessa fase que a gente consegue identificar se o vírus que está circulando naquela região do país onde foi coletada a amostra é de alta ou baixa patogenicidade”, explica Reischak.

O vírus tem potencial de causar alta mortalidade em aves e, consequentemente, grandes prejuízos socioeconômicos. Daí a preocupação das autoridades brasileiras em definir rapidamente ações de combate à ameaça viral.

Vírus. Imagem: Foto de Fusion Medical Animation na Unsplash /Reprodução

Primeiro caso no Brasil

Em maio deste ano, no Estado do Espírito Santo, o primeiro caso de gripe aviária foi registrado no país — em uma ave silvestre. Até essa segunda-feira, segundo o LFDA, aproximadamente 1,5 mil casos foram investigados; 333 dos quais forneceram amostras para testes laboratoriais. 64 dessas amostras apresentaram resultado positivo para o vírus da influenza aviária.

Ainda segundo Reischak, os cientistas já esperavam pela chegada da gripe aviária no Brasil. A pesquisadora disse: “Nós já tínhamos certeza de que o vírus entraria no país, pois começaram a ter ocorrências em países próximos, como a Colômbia. Então, já vínhamos nos preparando para isso”.

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