Lula cobra vacina, ataca Bolsonaro e diz que foi alvo de ‘mentira jurídica’

Em primeiro pronunciamento após anulação de condenações, petista diz que provou 'inocência'
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Petista foi ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) para falar pela primeira vez após decisão de Fachin
Petista foi ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) para falar pela primeira vez após decisão de Fachin | Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

Em seu primeiro pronunciamento após a anulação de suas condenações no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer que foi vítima “da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”, mas afirmou não estar “magoado”. Ao lado de lideranças e militantes petistas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), Lula defendeu uma ampla vacinação contra a covid-19 no Brasil e criticou o governo de Jair Bolsonaro.

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“Faz quase três anos que eu saí da sede deste sindicato para me entregar à Polícia Federal [PF]. Fui contra a minha vontade porque sabia que estavam prendendo um inocente”, discursou o ex-presidente. “Como eu tinha clareza das inverdades contadas sobre mim, eu tomei a decisão de provar minha inocência dentro da sede da PF, perto do juiz [Sergio] Moro. Eu tinha tanta confiança e tanta consciência do que estava acontecendo no Brasil que tinha certeza de que esse dia chegaria. E ele chegou.”

Leia mais: “Nunes Marques apresenta pedido de vista, e definição sobre Moro é adiada”

“Sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história. Sei que minha mulher, Marisa, morreu por conta da pressão, e o AVC se apressou. Fui proibido até de visitar meu irmão dentro de um caixão”, prosseguiu Lula.

“Se tem um brasileiro que tem razão de ter muitas e profundas mágoas, sou eu. Mas não tenho. Porque o sofrimento que o povo brasileiro está passando, que as pessoas pobres estão passando neste país, é infinitamente maior do que qualquer crime que cometeram contra mim.”

Covid-19

No pronunciamento, Lula criticou a atuação do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de covid-19 e cobrou mais vacinas. “A questão da vacina não é se tem dinheiro ou não tem dinheiro. É se eu amo a vida ou amo a morte. É saber qual é o papel de um presidente da República no cuidado de seu povo. Um presidente não é eleito para falar bobagem ou fake news”, disse o petista, que chegou ao sindicato de máscara, mas a tirou antes de discursar. “Quero prestar minha solidariedade às vítimas do coronavírus. Aos familiares das vítimas do coronavírus, ao pessoal da área da saúde privada e pública. Mas, sobretudo, aos heróis e heroínas do SUS.”

Condenações anuladas e julgamento de Moro

O ex-presidente teve suas condenações no âmbito da Operação Lava Jato anuladas por uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não teria competência para julgar os processos.

No dia seguinte à decisão de Fachin, terça-feira 9, a Segunda Turma do STF retomou o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos relativos a Lula, analisando um habeas corpus apresentado pela defesa do petista. O ministro Nunes Marques pediu vista (mais tempo para ler o processo), e a sessão foi interrompida com a votação empatada por 2 a 2.

Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela suspeição de Moro, acolhendo pedido dos advogados de Lula. Fachin e Cármen Lúcia, que já haviam se manifestado na primeira parte do julgamento, em 2018, rejeitaram a suspeição do ex-juiz — a ministra já anunciou que lerá novamente seu voto após a manifestação de Nunes Marques. Em tese, qualquer ministro pode mudar de posição sobre o mérito até o encerramento do julgamento. Não há data para a retomada da sessão na Segunda Turma.

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8 comentários

  1. Graças a uma medida estapafúrdia de um dos excrementos do tribunalzinho esse marginal já tenta botar as manguinhas de fora! Pau nesse marginal e pronto!

  2. O Lula é um mentiroso profissional e já voltou a atuar – sua afirmação que foi inocentado, provou sua inocência, é um disparate como qualquer pessoa informada sabe. Essa desonestidade intelectual petista que corrói a mente até de pessoas tidas como de boa índole é um caso psiquiátrico!

  3. E o que interessa o que este VAGABUNDO diz? Agora ficarão fazendo este papel ridículo de propagadores da canalhada petralha? Se fosse para ler este tipo de LIXO, eu assinaria o Esquerdão ou a Foice de São Paulo.

  4. Infelizmente, muitos não percebem que aqui no fazendão vivemos a mesma coisa que na Venezuela. Lá tem Maduro e como oposição o Juan Guaidó, mas poucos percebem que ambos estão do mesmo lado. Um é marxista e o outro é trotskista. E ambos são socialistas! No Brasil temos a mesma situação: de um lado o PT (e amigos) e do outro o PSDB e satélites. Ambos são iguais, apenas oposição dentro do socialismo. Coisas arraigadas nas nossa cabecinhas (o politicamente correto e do bem-estar social com o governo ajudando sempre e mais direitos que deveres segundo a óptica esquerdista) foram coisas das nossas escolas. Bolsonaro furou a bolha e se meteu entre eles. E por isso toma bordoada de todos os lados!
    Agora, acho muitíssimo difícil Kassio Nunes Marques ter hombridade para ir contra o o establishment do governo de esquerda que perpetua no Brasil.

  5. Se o Brasil fosse um pais sério esse bandido teria sido condenado à forca, no mínimo, 100 vezes, e seus restos jogados aos urubus. Mas como vivemos nesse paizinho de merda que tem uma sociedade corrupta até às tampas, não foi surpresa isso acontecer. Ao final das contas esse bandido será indenizado em milhões pelos ‘danos’ sofridos com os ‘injustos’ processos da lava-jato. Isso aqui já virou o quintal da Venezuela. Bem-feito pra nós.

  6. Vagabundo cachaceiro que representa, de forma perfeita, a disfunção psiquiátrica definida como MITOMANIA. Quanto menos audiência dermos a essa figura abjeta, melhor.

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