A maior obra ferroviária do país vai ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde para escoar grãos de Mato Grosso até o porto de Santos (SP). A Rumo Logística conduz o projeto de ferrovias, que prevê 743 quilômetros de trilhos até 2030 e mobiliza 5 mil trabalhadores. O investimento total varia de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões.
A obra vai ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde e criar um corredor para levar a produção agrícola à malha paulista da empresa e, depois, ao porto de Santos. Mato Grosso respondeu por cerca de 40% das 150 milhões de toneladas de grãos exportadas pelo Brasil em 2024.
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O primeiro trecho tem orçamento de R$ 5 bilhões e prevê circulação de trens nos 211 quilômetros entre Rondonópolis e Campo Verde. Desse total, 160 quilômetros entram em operação em 2026. Os 5 mil empregos representam 60% das vagas de infraestrutura ativas no Estado.
A ferrovia inclui 22 pontes, 21 viadutos e 2 quilômetros de túneis. A Rumo estima criar 145 mil empregos diretos e indiretos ao longo do projeto.
Ferrovias representam só 27% do transporte de cargas
O Brasil tem cerca de 31 mil quilômetros de ferrovias de carga, dos quais quase metade está desativada, subutilizada ou sem viabilidade econômica. Em 2023, as ferrovias responderam por 27% do transporte de cargas, segundo a Fundação Dom Cabral.
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O primeiro terminal construído por causa da nova ferrovia será em Dom Aquino, na região de Campo Verde, com capacidade anual de 10 milhões de toneladas. O modelo de implantação é inédito no país. A obra é a primeira autorização estadual para construir uma ferrovia.
A infraestrutura será da Rumo, que será proprietária da linha por cem anos. A empresa ainda depende de licenciamentos e precisa criar estruturas inexistentes, além de negociar o traçado com prefeitos das 16 cidades que serão cortadas pelos trilhos. A ferrovia deve aliviar o movimento no terminal de Rondonópolis.






































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