Médicos questionam Anvisa sobre aprovação de vacinas em crianças

Profissionais pedem providências das autoridades em relação a supostas falhas no registro de aprovação de imunizantes contra covid-19
-Publicidade-
Foto: Reprodução/Pixabay
Foto: Reprodução/Pixabay | Foto: Reprodução/Pixabay

Na quinta-feira 13, um grupo formado por 45 profissionais da saúde, entre infectologistas, cardiologistas e imunologistas, enviou um pedido de informações endereçado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e a diversas autoridades, como a Controladoria-Geral da União, a Procuradoria-Geral do Ministério Público, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina, pedindo providências em relação a supostas falhas no registro de aprovação da vacina contra a covid-19 para crianças a partir de 5 anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Assim que a Anvisa autorizou a vacinação infantil, em 16 de dezembro, o mesmo grupo de médicos já havia encaminhado um documento à Anvisa intitulado “Questionamentos sobre vacinação de crianças brasileiras — 45 médicos”. Em resposta, a agência reguladora emitiu uma nota técnica, e prestou esclarecimentos aos profissionais.

Para os médicos, no entanto, o “documento elaborado pela Anvisa causou indignação em face da quantidade de inverdades declaradas”. Por isso, o grupo elaborou um novo pedido com mais de 300 páginas reunindo estudos, pesquisas e referências bibliográficas, para que as autoridades apurem possíveis irregularidades e para que a Anvisa forneça mais explicações. O documento pode ser lido na íntegra aqui.

-Publicidade-

Autorização das vacinas pela Anvisa

Na avaliação dos médicos, as vacinas contra covid-19 em aplicação no Brasil ainda estão em “caráter experimental”, uma vez que os estudos não foram totalmente concluídos.

O documento explica que são quatro as fases de pesquisa clínica para desenvolvimento de uma vacina. No Brasil, segundo a papelada, todas as vacinas contra covid aprovadas pela Anvisa se encontram na fase 3, que ainda deve ser complementada pela fase 4, cujo objetivo mais importante é “detectar e definir efeitos colaterais previamente desconhecidos ou incompletamente qualificados, assim como os fatores de risco relacionados. Essa fase é conhecida como Farmacovigilância”.

Assim, pelo fato de não terem completado integralmente a terceira fase dos estudos, nem mesmo as vacinas que conseguiram obter o registro definitivo na Anvisa, como a da Pfizer e a da AstraZeneca, “deixaram de ser medicamentos experimentais apenas em decorrência do registro, uma vez que ainda estão sendo submetidas à Fase III dos respectivos estudos científicos,” defendem os médicos.

No entanto, em nota técnica publicada em dezembro, a Anvisa informou que “as vacinas contra covid-19 autorizadas no Brasil não são experimentais, tendo todas cumprido com as etapas de desenvolvimento clínico completo”.

Os profissionais rebatem a afirmação da Anvisa: “Como pode a Anvisa afirmar, portanto, que o produto não é experimental e que a segurança e eficácia já estão comprovadas, se o registro sanitário ‘definitivo’ foi concedido sob a condição de que a empresa teria até janeiro de 2024 para concluir os estudos e provar a segurança e eficácia da Cominarty/Pfizer?”

No caso da vacina pediátrica da Pfizer, o documento questiona ainda o fato de que a Anvisa autorizou o pedido da farmacêutica sem que “fosse efetuado um novo registro de fármaco para contemplar a faixa etária de 5 a 11 anos, já que até mesmo as fórmulas dos produtos eram totalmente diferentes”.

Os médicos também contestam o VigiMed  — o sistema utilizado hoje pela Anvisa para reportar casos de reações adversas a medicamentos, inclusive vacinas contra a covid-19. Segundo o documento, os dados do Vigimed apresentam diversas inconsistências, além da dificuldade para submeter informações no sistema.

Requerimentos

Por fim, o grupo pede investigação dos fatos apontados no documento e a instauração de procedimento para que:

  • A Anvisa seja compelida a anular imediatamente o ato administrativo que autorizou o registro “definitivo” da Cominarty/Pfizer para as faixas etárias de 5 a 11 anos e de 12 a 15 anos;
  • Apure-se criminal e administrativamente os eventuais erros cometidos na vacinação de crianças e adolescentes até o momento;  
  • Determine-se para que haja notificação compulsória dos eventos adversos relacionados à vacinação de crianças, adolescentes e de gestantes;
  • Realize-se perícias nas vacinas da Pfizer de rótulos laranja, cinza e roxo, para que se investigue a composição integral dos produtos após as quinze alterações de bulas autorizadas pela Anvisa;
  • As autoridades competentes determinem que no mínimo três amostras de cada uma das atuais vacinas contra covid-19, de lotes diferentes, sejam auditadas por laboratórios independentes.
-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

24 comentários Ver comentários

  1. Finalmente, médicos com responsabilidade suficiente para questionar a Anvisa e as big pharms. Pobres crianças, de repente viram o alvo fácil para o lucro destas empresas com a anuência da Anvisa.

  2. Método cientifico com grande embasamento.
    Esquerda festiva adora vacina já conservadores questionam.
    Será que a ciência é de esquerda ou de direita? Melhor é perguntar para ela…………..

    1. O método científico raiz, o que chamamos de Ciência de verdade é embasado em desenvolver algo embasado em informação, submeter a testes e realizar a validação a partir da observação dos resultados até produzir uma verdade científica. Como a esquerda “sequestrou” a ciencia, ou melhor, criou a sua própria, ela se baseia em criar uma solução que atenda seus interesses, eliminar as informações e resultados que não convém aos seus planos, dissuadir a revisão por pares e direito ao contraditório e finalmente criar uma verdade científica sustentada sobre sua fundamentação ideológica. Onde vimos isso mesmo? Assim, no Lenismo/ Stalinismo, berço comuna vermelho…

  3. Essas agências reguladores não passam de im cabide de empregos, criam dificuldades para oferecer facilidades, alguns exemplos, aumento nos planos de saude, cobrança para transporte de malas nos voos, liberação de vacinas experimentais como se tivessem eficácia comprovada etc…

  4. Há muitas dúvidas ainda sobre a necessidade de vacinar nossas crianças. Pede a prudência que se aguarde, até que TODAS as dúvidas sejam pacificadas.

  5. Resumo: a autorização da ANVISA seria tão “poderosa” q supriria estudos ainda NÃO realizados ou não concluídos, os quais precisam de ANOS para serem feitos. E olha q a AnViSa apenas faz a LEITURA dos Estudos de OUTROS, sem realizar experento prático NENHUM.
    No MINIMO, a AnVIsa acha que somos COBAIAS.

  6. Antivaciners, com assim? Sempre precipitados como sempre, isso aí é caso de polícia e punir os culpados, o grupo que está por trás disso, são quem acredita na vacina ou que querem desacreditar as vacinas???

    1. Como tem canalha escrevendo imbecilidades neste espaço, a cada dia fico mais convencido de que Lula realmente é um encantador de burros, está aqui o Maciel que não me deixa mentir.

  7. No interior da Paraíba, na cidade de Lucena 40 crianças foram vacinada com vacinas de adultos e além disto todas todas vacinas foram aplicadas nas crianças com datas vencidas, ou seja, além de não ser para aplicação em crianças estavam vencidas. Até agora foram idetificadas 40 crianças mas os números podem serem maiores devido a vacinação em crianças está sendo feitas há 7 dias… O MPE/PB já confirmou os casos e está investigando. Fonte: JP TV

    1. Em Lucena/PB, 40 crianças foram vacinadas com vacinas para adultos e além disso todas com datas vencidas. O MPE daquele estado confirmou. Fonte: JP Tv…

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.