publicidade
Brasil

Metade do lixo do Brasil deve ser reaproveitado até 2040

Mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular no país, segundo dados do Banco Mundial 

Tratamento de lixo
(Agência Brasil/Fernando Frazão)

O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira, 14, decreto do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), que estabelece o reaproveitamento da metade de todo o lixo produzido no Brasil até 2040. A medida faz parte da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, uma lei sancionada em 2010.

O plano definiu também a meta de que não exista mais lixão (áreas a céu aberto e sem medidas de proteção ao meio ambiente e à saúde pública) no país até 2024, sendo a reciclagem um ponto prioritário. Para Carlos Silva Filho, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a intenção é consistente, porém ambiciosa.  

Receba nossas atualizações

“Mas as metas têm plenas condições de serem cumpridas e atendidas através desse conjunto de medidas estruturantes que o plano também traz”, afirmou o gestor. “Nós não podemos mais conviver com um sistema de gestão de resíduos sólidos que afeta a saúde de 77 milhões de brasileiros e tem um custo para o SUS de US$ 1 bilhão por ano”.

Os resíduos sólidos são “todo material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade”, conforme definição da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O Brasil é o quarto país no mundo que mais produz lixo, de acordo com estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza, atrás apenas dos Estados Unidos (1º lugar), da China (2º) e da Índia (3º). Em 2019, foram produzidos no país cerca de 79,1 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Segundo estudo do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, o brasileiro produz, em média, mais de 1 quilo de lixo por dia.

Quais são as mudanças

A estratégia sobre tratamento e manejo correto de resíduos sólidos foi regulamentada depois de 12 anos desde a sua sanção. Agora, o plano apresenta as diretrizes necessárias para atingir a meta de eliminar os lixões espalhados pelo Brasil.

  • 48% de todos os resíduos devem passar por tratamentos para serem usados como recursos energéticos
  • Reciclagem de 13,8% de todos os resíduos sólidos até 2024
  • Até 2024, 30% de eletrônicos, pilhas e baterias deverão ser recolhidos pelas empresas que fabricam esses produtos

“O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, portanto, representa a estratégia de longo prazo em âmbito nacional para operacionalizar as disposições legais, princípios, objetivos e diretrizes da política”, informou a Secretaria Geral em nota divulgada.

A medida prevê ainda que os pagadores de impostos brasileiros serão os responsáveis por custear as medidas.

 

Relacionadas

2 comentários
  1. MARIO GUILHERME DE CASTRO CAMPOS
    MARIO GUILHERME DE CASTRO CAMPOS

    E a despoluição da Baía da Guanabara ??? nunca mais falaram e nem fizeram nada !!!

  2. Jota Dabliu
    Jota Dabliu

    Vou baixar o plano. Até que enfim passou a queima do lixo, que os esquerdinhas- ambientalistas sabotaram durante mto tempo. Recurso energético.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade