Moraes se declara impedido de julgar ‘habeas corpus’ de Zé Trovão

Ministro do Supremo Tribunal Federal determinou a prisão do caminhoneiro
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Alexandre de Moraes, ministro do STF, não participará do julgamento sobre Zé Trovão
Alexandre de Moraes, ministro do STF, não participará do julgamento sobre Zé Trovão | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou impedido de participar do julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão.

A decisão já era esperada, pois foi o próprio Moraes quem determinou a prisão de Zé Trovão. No julgamento de outro habeas corpus, em que a detenção foi mantida, o magistrado já havia se considerado impedido.

Os outros quatro ministros da Primeira Turma do STF participam normalmente do julgamento sobre o caso. Dois já votaram contra o pedido de liberdade de Zé Trovão: o relator, Luís Roberto Barroso, e Rosa Weber. Faltam os votos de Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

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A expectativa é que a Primeira Turma da Corte mantenha a prisão por unanimidade. O julgamento do habeas corpus está sendo realizado no plenário virtual do STF, em que os ministros votam pelo sistema eletrônico do tribunal.

Moraes contra Zé Trovão

Zé Trovão é investigado em inquérito na Corte por supostamente articular atos contra as instituições brasileiras no feriado de 7 de Setembro. Ele teve a prisão decretada poucos dias antes das manifestações e fugiu para o México. Em outubro, resolveu se entregar à Polícia Federal, em Joinville (SC).

Como noticiado por Oeste, a esposa do caminhoneiro, Jéssica, disse que foi impedida de visitá-lo na prisão por não ter tomado a vacina contra a covid-19. “Teria uma visita presencial com o Marcos, mas fui barrada na portaria por não ter as vacinas”, escreveu Jéssica, em mensagem publicada no Telegram. “Não fui comunicada de que precisaria disso.”

Desde que Zé Trovão foi preso, em 26 de outubro deste ano, Jéssica assumiu a administração de seu canal no Telegram. Em texto divulgado aos seguidores, a mulher do caminhoneiro revelou estar ansiosa para visitá-lo. “Esperei por um mês para ver e sentir meu marido, mas fui proibida. Está tudo invertido”, lamentou. Posteriormente, essa mensagem foi apagada.

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