Em 2021, cresceu a quantidade de jovens que pensaram em parar de estudar. O dado foi divulgado na segunda edição da pesquisa “Juventudes e a pandemia do coronavírus”, feita pelo Conselho Nacional da Juventude. De acordo com o estudo, a crise sanitária impôs dificuldades que causaram impactos acentuados na saúde física e mental de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos.
Leia também: “Escolas que fecharam por menos tempo não tiveram grande déficit de aprendizagem”
Receba nossas atualizações
Dos 68 mil estudantes ouvidos, 43% pensaram em desistir dos estudos nos últimos meses — número que correspondia a 28% no meio do ano anterior. Além disso, cerca de 2 mil jovens disseram ter trancado a matrícula de estudos durante a pandemia. A evasão foi causada por restrições financeiras para 21% dos entrevistados e por dificuldades com o ensino remoto para 14%.
Para cada dez jovens, seis relataram ansiedade e uso exagerado de redes sociais, cinco sentiram exaustão ou cansaço constante e quatro tiveram insônia ou distúrbios de peso. Segundo a pesquisa, essas situações têm incidência maior entre as mulheres e a idade muda a percepção sobre as questões de saúde. Os mais velhos têm maior incidência de “múltiplos impactos em seu estado físico e emocional” e, entre aqueles com menos idade, as brigas em casa são mais frequentes.
Até certo ponto lhes dou razão. Estudar para que? Com esse tipo de ensino em vigor no país? É melhor fazer um curso técnico e procurar um emprego mais cedo do que ficar frequentando essas imundícies que chamam de ensino público e alguns particulares também.