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Não aguentou: restaurante ‘Um Novo Recomeço’ fecha as portas no RS

Símbolo da tentativa de retomada dos negócios depois das enchentes de 2024, comércio encerra atividades por falta de clientes

Com prejuízos recorrentes e falta de clientes, restaurante coloca fim nas operações: reflexos do descuido do governo com os riscos de desastres naturais | Foto: Reprodução/Redes sociais
Com prejuízos recorrentes e falta de clientes, restaurante coloca fim nas operações: reflexos do descuido do governo com os riscos de desastres naturais | Foto: Reprodução/Redes sociais

O restaurante Um Novo Recomeço, símbolo da tentativa de reconstrução de uma vila devastada pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, fechou as portas. Conforme reportagem do site g1, o comércio era o único restaurante da Vila Mariante, um distrito de Venâncio Aires, cidade que fica a 130 km de Porto Alegre.

Em menos de menos de um ano, o bairro, às margens do Rio Taquari, conviveu com três enchentes. Na primeira, em setembro de 2023, o restaurante perdeu parte da estrutura. O prejuízo, na ocasião, foi de R$ 20 mil, segundo a proprietária. Dois meses depois, em novembro, a perda foi maior: R$ 50 mil. 

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Um restaurante e apenas 300 moradores

Em maio de 2024, quando as águas chegaram de forma ainda mais violenta, a dona do restaurante calcula um prejuízo de R$ 100 mil. Mesmo assim, ela foi uma das poucas moradoras de Mariante a tentar voltar para a vila.

Seu retorno, contudo, foi praticamente solitário. Poucas pessoas decidiram voltar ao lugar. Assim, sem movimento e sem clientes, não houve jeito de manter o restaurante aberto. A proprietária, de nome Taís, estima que cerca de 300 pessoas voltaram a morar na vila.

Número de falências bate recorde desde 2020

Conforme dados do  Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 2022, antes da catástrofe, eram 1,5 mil. Com mesas vazias, a empreendedora decidiu colocar fim àquele recomeço. Sua realidade se repete na vida de outras centenas de empresas no Rio Grande do Sul.

Em 2024, 60 empreendimentos decretaram falência. É o maior número desde 2020, segundo a Junta Comercial, Industrial e Serviços do Rio Grande do Sul (Jucis-RS). O volume de empresas que pediram recuperação judicial naquele ano cresceu 48% em relação a 2023.

O fechamento de empresas subiu 12%, para 146,8 mil em relação às 130.678 empresas fechadas em 2023. O número, entretanto, vem em alta desde 2020, quando começou a pandemia do coronavírus.

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