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Brasil

Onda de calor prevista para setembro pode aumentar volume de incêndios e fumaça

Altas temperaturas e chuvas abaixo da média devem ser registradas em grande parte do Brasil

Ribeiro Preto, no interior de São Paulo ficou coberta de fuligem em razão das queimadas - 24/08/2024 | Foto: Joel Silva/Reuters

O monitoramento climático no Brasil mostra que uma onda de calor prevista para setembro pode aumentar os incêndios em relação aos meses anteriores. A vegetação, afetada nos últimos três meses, eleva o risco de propagação do fogo.

Altas temperaturas e chuvas abaixo da média devem permanecer até novembro. Até frentes frias podem contribuir para novos incêndios, como os ocorridos entre os dias 19 e 25 de agosto, que afetaram Estados como São Paulo e Mato Grosso, cobrindo cidades de fumaça.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temperaturas acima da média em setembro para grande parte do país, especialmente em Estados como Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso.

Especialistas sugerem que a principal medida para combater esses riscos é o reforço na fiscalização.

Alto risco de incêndios

Dados do índice integrado de secas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), enviados ao jornal Folha de S.Paulo, mostram que grande parte do país está em estágio de atenção devido à combinação de falta de chuvas, umidade do solo e estresse vegetativo. O indicador considera os meses de junho, julho e agosto (até o dia 27).

O índice, que considera déficit de chuva e umidade do solo (atenção) e déficit de chuva e estresse vegetativo (alerta), revela que quase todas as unidades da Federação têm áreas com alto risco de propagação de incêndios.

“Dadas as condições atuais, a previsão é que essa situação continue, porque o índice de vegetação evolui muito devagar”, afirmou Marcelo Zeri, pesquisador do Cemaden, em entrevista à Folha. “Então, se o nível já está baixo neste mês, a probabilidade de que continue assim é muito alta para o mês seguinte, especialmente sem chuva.”

De acordo com o especialista, o estresse vegetativo pode ser identificado pela temperatura e pela cor da planta, analisadas por satélites da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa).

“Se uma planta está muito seca, fica mais quente, o que ajuda a indicar a saúde dela, porque uma planta saudável, num ambiente mais úmido, vai estar mais verde.”

Zeri também destaca que o norte de São Paulo, uma das áreas atingidas por incêndios recentemente, já enfrenta condições de seca há meses. A previsão climática não é favorável, com pouca chuva prevista nas próximas semanas.

A onda de calor e demais previsões climáticas

Sol e calor no Paraná
Até outubro, o calor deve se fazer presente em várias regiões l | Foto: Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Segundo Marcio Cataldi, meteorologista e professor da Universidade Federal Fluminense, o Brasil, que está no final da estação seca, só deve ver mais chuvas em outubro. “Mas o que deve chover em setembro é ainda menos do que a climatologia, então temos um risco muito grande da propagação de incêndio”, afirmou.

Cataldi também alerta para o fato de que o vento é um fator perigoso para a disseminação do fogo. Frentes frias podem trazer ventos intensos, dificultando o controle dos incêndios, mesmo com tecnologia avançada. Ele defende o reforço na fiscalização e melhorias na identificação dos focos.

De acordo com o meteorologista, uma tecnologia que pode ajudar na identificação dos focos é a instalação de sensores que detectam o aumento de CO₂, permitindo uma ação mais rápida das brigadas.

Esse modelo foi aplicado em um projeto da UFF com o ICMBio no Parque Nacional do Itatiaia, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, e já é amplamente usado em países europeus.

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1 comentário
  1. Luciano Costa
    Luciano Costa

    É INACREDITÁVEL HÁ QUE PONTO CHEGAMOS,DIANTE DE UM DESGOVERNO INEFICIENTE,CORRUPTO E CORRUPTOR…QUE SÓ VEIO PRA ROUBAR,MATAR E DESTRUIR.

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