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Operários do Metrô de SP passam mal depois de consumo de marmitas

Linha em expansão registra afastamento coletivo de trabalhadores com sintomas gastrointestinais

Metrô de SP
Os operários que passaram mal registraram os nomes em um relatório do Metrô e se afastaram das atividades | Foto: Governo de SP

Mais de 30 operários que atuam na ampliação da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo deixaram as atividades depois de apresentar desconfortos gastrointestinais. Os trabalhadores relataram diarreia intensa e dores abdominais no dia seguinte ao consumo de marmitas fornecidas no canteiro de obras.

Os operários receberam as refeições na quinta-feira 19, por volta das 12 horas, durante a jornada habitual. O cardápio incluía carne suína e bovina, arroz, feijão e salada. Logo na manhã seguinte, os trabalhadores começaram a apresentar sintomas.

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Ao portal Metrópoles, um dos operários descreveu o impacto da refeição. “A gente foi trabalhar, mas não deu”, disse. “O canteiro inteiro passou mal. Foi diarreia para todo mundo. Eu mesmo não dormi a noite inteira, só indo ao banheiro.”

Segundo o relato, os sintomas persistiram até a tarde de sábado, com melhora no domingo. Os operários que passaram mal registraram os nomes em um relatório do Metrô e se afastaram das atividades naquele dia.

O mesmo funcionário relatou que a qualidade das refeições já gerava insatisfação entre os operários. Ele afirmou que as reclamações envolvem sabor, aparência e condições dos alimentos entregues.

“Sempre teve problema essa comida”, acrescentou ao Metrópoles. “Toda vez que aparecia o pessoal, a gente comentava da comida, mas nunca resolveu. Teve uma vez que fui pegar salada e a beterraba estava com um cheiro ruim, com uma textura meio gosmenta.”

Vistoria identifica irregularidades no preparo das marmitas

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde realizou inspeção no local na segunda-feira 23. Os fiscais identificaram irregularidades na manipulação de alimentos e nos processos de trabalho da empresa responsável pelas marmitas. Como resultado, o órgão autuou o estabelecimento.  

Uma vistoria anterior, realizada no dia 20 de março, já havia identificado que as refeições são preparadas no próprio local por empresa terceirizada. Na ocasião, os fiscais não encontraram registros de doenças de transmissão hídrica e alimentar em outras unidades.

A inspeção anterior teve alcance limitado, porque a cozinha estava fechada no momento da visita. A condição impediu a verificação completa das operações.

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O Metrô de São Paulo informou que tomou conhecimento das denúncias e acompanha o caso. A empresa destacou que as obras estão sob responsabilidade do Consórcio do Lote 3.

O consórcio reúne as empresas PowerChina Brasil e Mendes Júnior. O grupo responde pela contratação dos trabalhadores e pelo fornecimento da alimentação.

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