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Perícia descarta acidente doméstico no caso Henry Borel

Novo laudo técnico conclui que lesões encontradas no corpo do menino de 4 anos não são compatíveis com uma queda em casa

Henry Borel laudo
Laudo pericial descartou possibilidade de acidente doméstico no caso Henry Borel I Foto: Reprodução/ Youtube

Um novo laudo pericial afastou de forma definitiva a hipótese de que Henry Borel, de 4 anos, tenha morrido em razão de uma queda acidental. O documento técnico concluiu que as lesões encontradas no corpo da criança são compatíveis com agressões múltiplas, distribuídas por diferentes regiões — e não com um acidente doméstico.

A perícia analisou novamente os ferimentos identificados no exame necroscópico e confirmou que o conjunto das lesões exige a aplicação de força repetida e intensa. O laudo elimina a versão apresentada pela defesa do ex-vereador carioca Dr. Jairinho, de que Henry teria caído de sua cama.

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De acordo com o laudo, a criança apresentava diversas lesões externas e internas, inclusive hemorragias, laceração de órgãos e marcas em diferentes partes do corpo. Os peritos concluíram que esse padrão não é compatível quedas comuns dentro de casa.

O parecer técnico também reforça que os ferimentos não surgiram de um único impacto, mas de ações sucessivas, o que confirma um cenário de violência constante contra a criança.

Relembre o caso de Henry Borel

Henry morreu em março de 2021, no apartamento onde vivia, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. À época, a mãe dele, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior (chamado de Dr. Jairinho e que na época exercia mandato como vereador carioca), relataram que o menino teria sofrido um acidente doméstico. Em junho do mesmo ano, a Câmara Municipal da capital fluminense cassou o mandato de Jairinho.

Pai de Henry e um dos responsáveis por expor na imprensa a morte do garoto, o engenheiro de produção Leniel Borel (PP) foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2024.

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Desde os primeiros exames, no entanto, laudos do Instituto Médico-Legal já descreviam um número elevado de lesões incompatíveis com essa versão de queda. A investigação avançou com novas perícias, depoimentos e análises técnicas.

Monique Medeiros e Dr. Jairinho estão presos e respondem por homicídio qualificado, com agravantes como impossibilidade de defesa da vítima e emprego de meio cruel. O novo laudo reforça o conjunto de provas reunidas ao longo do processo contra o casal.

A defesa dos acusados nega as acusações. O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.

A morte de Henry levou à criação da Lei Henry Borel, sancionada em 2022. A legislação ampliou mecanismos de proteção a crianças e adolescentes e endureceu penas para crimes cometidos contra menores no ambiente familiar.

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