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PGR denuncia mais 203 pessoas por manifestações de 8 de janeiro

Os acusados estavam acampados em frente ao Exército e foram presos no dia seguinte aos atos de vandalismo

CPMI
PGR conclui ações contra executores e 'incitadores' | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou mais 203 pessoas que foram presas em frente ao quartel do Exército, em Brasília, em 9 de janeiro, um dia depois da invasão e da depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes.

Essas pessoas estão num grupo de 1.150 que não participaram dos atos de vandalismo, mas vão responder pelos crimes de incitação contra os Poderes constitucionais e associação criminosa, porque estavam acampadas em Brasília. Outras 239 pessoas foram acusadas de executar os atos. E uma pessoa foi denunciada por omissão.

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Segundo nota da PGR, com as denúncias apresentadas nesta quarta-feira, 5, os procuradores encerram o trabalho relativo aos executores e aos chamados “incitadores”. “A análise desses casos foi priorizada, porque a maior parte das pessoas está ou esteve detida, e existem prazos legais para o oferecimento de denúncia em casos com prisão cautelar. O objetivo foi evitar qualquer conjectura relativa ao excesso de prazo”, explicou o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos.

Ainda segundo o subprocurador, a PGR vai, agora, concentrar os esforços nas investigações que buscam identificar os financiadores dos atos ou tratam da omissão de agentes públicos no dia dos ataques.

Como as penas pelos dois crimes de que são acusadas não chegam a quatro anos, essas pessoas têm direito de responder a ação em liberdade. “Por isso, a PGR se manifestou pela liberdade provisória dessas pessoas, com a adoção de medidas cautelares, como proibição de uso de redes sociais, de contato com outros réus, além do comparecimento periódico em juízo, entre outras. Esse tem sido o padrão adotado para os crimes leves”, afirmou o Santos.

Porém, no STF, o relator do inquérito, Alexandre de Moraes, tem mantido alguns manifestantes presos.

Já nas denúncias contra os executores — que respondem por crimes mais graves, como golpe de Estado e tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão  —, a PGR requereu a manutenção das prisões cautelares.

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0 comentários
  1. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    A PGR e o STF são muito mais criminosos do que eles.

  2. Cervantes 51
    Cervantes 51

    Manifestação pacifica é constitucional, quem estava a frente dos quarteis se enquadra nela, então agora é proibido se manifestar, não pode mais? vivemos mesmo em um estado Fascista, ditador, quero saber o que aconteceu com aqueles 20mil esquerdopatas que invadiram os 3 poderes em 2014, tiveram o mesmo tratamento? foram indiciados e presos? quantos responderam processos? foram levados para as masmorras, teve mortos,crianças presas? mulheres espancadas?

  3. Miguel Wilton Lobato Reça
    Miguel Wilton Lobato Reça

    E o nexo causal? Não existem provas de que as pessoas que estavam em frente dos quarteis, e não participaram dos atos de vandalismo, incitaram os vândalos.

  4. Jose maria soares
    Jose maria soares

    Ah democracia! há democracia? Quero me convencer dela rápido. Porquê não prendem quem incita invasões e depredações em propriedades alheias?

  5. Rita de Cássia Guedes
    Rita de Cássia Guedes

    Estado democrático de direito é de doer,!!!!

  6. Sos
    Sos

    A perseguição à direita segue implacável. Prisão de inocentes sem o devido processo legal e punição rigorosa. Enquanto isto bandidos, corruptos, ladrões, assassinos e criminosos na presidência, no ministério, na secretaria, na prefeitura, nas ruas perturbando pagadores de impostos. Tudo invertido! Tempos estranhos.

  7. paulo pantoja meireles
    paulo pantoja meireles

    Enquanto isso na sala de justiça: 60% dos que foram presos no ato de terrorismo no RN já foram soltos!!!Isso é Brasil!!!!!

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