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Polícia Federal aponta Adilsinho como chefe da máfia do cigarro no Rio

Investigado por movimentar R$ 5 bilhões com contrabando, ele começou criando softwares para máquinas de videobingo adulteradas

Adilsinho (à direita) durante evento na escola de samba do Salgueiro | Foto: Reprodução/Twitter/X
Adilsinho (à direita) durante evento na escola de samba do Salgueiro | Foto: Reprodução/Twitter/X

Em 20 anos, Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi do submundo dos cassinos clandestinos à cúpula do crime organizado no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal (PF), ele iniciou sua trajetória com o desenvolvimento de softwares para máquinas de videobingo adulteradas, as “draculinhas”. Assim, consolidou-se como chefe da máfia do cigarro no Estado.

Conforme investigações, o grupo liderado por Adilsinho movimentou ao menos R$ 5 bilhões entre 2015 e 2024 com a comercialização de cigarros contrabandeados. O esquema envolvia corrupção de agentes públicos. Da mesma forma, operava fraudes e principalmente monopólio territorial. Desse modo, reproduzia o modelo de controle que ele já havia implantado no jogo do bicho em diferentes regiões do Rio. 

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Adilsinho: patrono da escola de samba Salgueiro

Além de contrabando, o criminoso seria integrante da nova cúpula do jogo e mantém influência no meio carnavalesco, em que aparece como patrono da escola de samba Salgueiro.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura o envolvimento de Adilsinho e de seus seguranças em mais de 20 crimes violentos, incluindo homicídios, sequestros e tentativas de assassinato. Em parte dos casos, ele aparece como possível mandante. As investigações têm a condução conjunta do Gaeco, do Ministério Público do Rio e da Polícia Federal.

Leia também: “Falsificação escancarada”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 291 da Revista Oeste

Entre 2018 e 2024, o grupo de Adilsinho firmou parcerias com traficantes e milicianos para dominar a venda de cigarros ilegais. Operações anteriores da PF — Furacão (2008) e Dedo de Deus (2011) — já haviam identificado sua atuação no desenvolvimento de softwares que manipulavam resultados de caça-níqueis, sempre favorecendo os operadores dos bingos.

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