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Crise do metanol faz bares evitarem novas compras

Estabelecimentos seguram pedidos de reposição para 'ver como ficou o mercado'

metanol SP
Gabinete de crise intensificou fiscalizações contra bebidas falsificadas | Foto: Pablo Jacob/ Governo de SP

Com receio dos desdobramentos da crise do metanol, bares e restaurantes estão reduzindo seus estoques de bebidas sem a perspectiva de fazer novos pedidos para reposição. Em São Paulo, por exemplo, metade dos bares teve queda no faturamento.

O decréscimo foi impulsionado pelo medo dos consumidores de beber destilados, principais alvos de falsificações. As informações são da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de SP.

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“Os [estabelecimentos] que atendem classe alta tiveram quedas maiores, até o dobro dos estabelecimentos mais populares”, afirmou Paulo Solmucci, presidente da associação, à Folha de S.Paulo. Apesar disso, segundo ele, a venda total dos estabelecimentos não foi afetada, apenas o consumo do álcool. O levantamento da entidade revelou que cervejas, vinhos e bebidas não alcoólicas têm sido a preferência dos clientes.

Metanol faz donos de bar mudarem estratégia para o estoque

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas, Fabio Aguayo, o momento é de expectativa. Ele ressaltou que os bares devem preferir comprar em redes de varejo, como Atacadão e Assaí. O presidente também prevê que empresários deixarão de comprar bebidas em adegas menores. “A gente não sabe se as pequenas estão trabalhando com empresas certificadas e homologadas”, disse Aguayo à Folha.

Em São Paulo, o governo do Estado está fechando o cerco ao redor de fornecedores de bebidas. Segundo o levantamento mais recente, cerca de 15 empresas paulistas tiveram suas inscrições suspensas depois da identificação de venda irregular de bebidas.

Até a quarta-feira 8, o Estado havia apreendido quase 20 mil garrafas e realizado 21 prisões. No município de Rio Claro (SP), por exemplo, a polícia prendeu o responsável por uma fábrica de falsificação. As autoridades apreenderam cerca de 450 garrafas adulteradas, além de rótulos e selos de importação falsificados.

Leia também: “Brasil confirma 24 intoxicações por metanol e investiga outros 235 casos

“A gente precisa enfrentar isso de maneira estruturada, com coordenação entre todos os entes”, afirmou o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O político destaca que a ação deve garantir que “as pessoas possam consumir com comprovação de origem”.

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1 comentário
  1. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    Comprimidos de farinha, combustíveis, cigarros, bebidas, alimentos vencidos reembalados….a fiscalização sanitária no Brasil tá nas mãos dos corruptos, como todo o resto. Isso aqui é uma zona! Parei de comprar água “mineral”, ninguém sabe de onde vem e como é processada.

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