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Quem é o policial penal do DF preso por fraudar concurso

Anderson Hilário Alves é investigado por supostamente utilizar práticas ilícitas para conquistar uma vaga em um dos certames mais disputados da segurança pública local

O policial penal Anderson Hilário Alves | Foto: Reprodução/Redes sociais - Concurso
O policial penal Anderson Hilário Alves | Foto: Reprodução/Redes sociais

Na terceira etapa da Operação Reação em Cadeia, executada nesta quinta-feira, 2, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu suspeitos de integrar esquemas de fraude em concursos públicos. Entre os detidos está Anderson Hilário Alves, policial penal do DF, suspeito de ter sido diretamente favorecido pelas irregularidades no concurso da Polícia Penal.

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Alves é investigado por supostamente utilizar práticas ilícitas para conquistar uma vaga em um dos certames mais disputados da segurança pública local. Atualmente, segundo registros do portal da transparência do DF, ele recebe um salário bruto de R$ 10 mil.

Atuação de órgãos e impacto institucional

De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), alguns candidatos que teriam conseguido aprovação de forma fraudulenta chegaram a assumir cargos estratégicos, o que compromete a confiança nas instituições de segurança. O Ministério Público do DF, a Diretoria de Inteligência Penitenciária (DIP/Seape-DF) e a Polícia Civil de Pernambuco também atuaram na operação.

As investigações revelam que o grupo responsável pelas fraudes operava de forma estruturada, oferecendo benefícios indevidos a candidatos e manipulando resultados dos concursos. Nesta etapa, a força-tarefa cumpriu seis mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e na Região Metropolitana do Recife.

Envolvidos podem ser punidos por fraude em concurso público e outros crimes, com penas que chegam a 20 anos de prisão

Os envolvidos, incluindo o policial penal, poderão responder por fraude em concurso público, falsificação de documento público e participação em organização criminosa, crimes que, juntos, podem somar até 20 anos de reclusão.

A Operação Reação em Cadeia teve início a partir de investigações realizadas durante o concurso da Polícia Penal, com fornecimento das primeiras informações pela Secretaria de Administração Penitenciária do DF, que identificou suspeitas sobre o uso de meios ilegais para obtenção de aprovações.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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