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Sabesp vai constituir usina de dessalinização em Ilhabela

O objetivo é buscar a resolução do problema de falta de água que afeta a cidade

Ilhabela
Ilhabela é um dos mais procurados balneários de São Paulo | Foto: Reprodução/Instagram

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) publicou edital para a busca de interessados em construir uma usina de dessalinização em Ilhabela (SP).

O objetivo é resolver o problema de falta de água que afeta a cidade, um dos mais procurados balneários de São Paulo, informou a Folha de S.Paulo.

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Leia mais: “Vereadores de SP aprovam em 1º turno privatização da Sabesp”

O prefeito Toninho Colucci (PL) afirma que a obra, primeira do gênero na Região Sudeste, custará R$ 60 milhões. Destinará 15 metros cúbicos de água por dia, assim que for concluída, em 18 meses.

“Será preciso ainda fazer um novo reservatório”, disse à Folha. “O nosso hoje está defasado e não dá conta de atender, especialmente no verão, quando a ilha está cheia de turistas.”

O reservatório, porém, não faz parte do edital publicado pela Sabesp.

Leia mais: “São Paulo aprova privatização da Sabesp com ampla margem de votos: 62 contra 1”

Colucci, para tanto, afirmou que deverá ser lançado outro edital cerca de três meses depois da definição do projeto de dessalinização.

Privatização da Sabesp em andamento

Sabesp
Processo de privatização está na fase da aprovação dos municípios | Foto: Reprodução/Instagram

A privatização da Sabesp foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em dezembro de 2023. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a sancionou no mesmo mês.

O processo agora está na fase da aprovação dos municípios abastecidos pela Sabesp, que optarão pela adesão ou não à nova estrutura da empresa.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na quarta-feira 17, na primeira fase de votação, substitutivo que autoriza o município a aderir à privatização da empresa. A pauta recebeu 36 votos favoráveis e 18 contrários.

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Pela atual legislação da capital paulista, que formaliza a relação entre a cidade e a companhia, caso a empresa seja transferida para a iniciativa privada, o teor da norma é automaticamente anulado.

É necessária, portanto, uma nova lei, para que o serviço de saneamento básico paulistano continue sendo prestado pela gestão que assumirá a Sabesp. O texto aprovado na quarta-feira exige que a companhia faça mais investimentos na capital.

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