Salles diz ter sido alvo de ‘perseguição’ e critica ‘aparelhamento’ da esquerda

'Acusação de favorecimento a madeireiros é ridícula', afirma o ex-ministro do Meio Ambiente
-Publicidade-
O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles participou do <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles participou do Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, da RedeTV!, nesta quarta-feira, 11, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles rechaçou as acusações de que é alvo e afirmou ter sido vítima de uma “perseguição” durante sua gestão à frente da pasta.

Alvo de investigações que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), Salles deixou o governo do presidente Jair Bolsonaro em junho. Pouco depois, os inquéritos sobre sua atuação no comando da pasta foram remetidos para outras instâncias do Judiciário, como a Justiça Federal do Pará e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Leia mais: “Moraes manda investigação sobre Ricardo Salles para Justiça do Pará”

-Publicidade-

As investigações apuram suposta exportação de madeira ilegal, além de crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa. O ex-ministro foi alvo de buscas no âmbito da Operação Akuanduba, deflagrada em maio pela Polícia Federal (PF).

“Essa acusação de favorecimento a madeireiros é ridícula. Quais são os indícios? Nenhum foi apresentado. Nada foi apresentado. Zero”, afirmou Salles. “Eu fiz uma aplicação na bolsa em um dia e desapliquei quatro dias depois. Essa é a tal ‘movimentação atípica’. É ridículo.”

Leia também: “Cármen Lúcia envia para o TRF-1 inquérito contra Ricardo Salles”

Segundo o ex-ministro, “não tem movimentação suspeita de ninguém” no caso que vem sendo investigado. “É conversa mole. Isso é o aparelhamento do Estado que, infelizmente, chegou a vários ambientes e também em algumas instâncias da PF”, afirmou.

“Infelizmente, é uma pontinha da história contada de uma maneira dissimulada. O governo federal foi cobrado pelos senadores e deputados para que aquela apreensão de madeira tivesse uma resposta logo. A nossa posição foi a de cobrar uma celeridade na resposta. Ninguém interferiu em nada”, explicou Salles. “Isso traz uma sensação de perseguição. Não é inquérito. É perseguição.”

Leia também: “MPF abre três inquéritos para investigar atuação do governo na área ambiental”

A ira da esquerda

Durante a entrevista, Ricaro Salles disse ainda que foi atacado por amplos setores da esquerda brasileira e, por isso, perdeu força à frente do Ministério do Meio Ambiente. Indagado se sua saída do governo se assemelhava às quedas dos ex-ministros Abraham Weintraub (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Salles respondeu: “São situações diferentes, mas obviamente é um movimento pendular de resposta contra a vinda dos liberais, dos conservadores, da direita ao poder”.

“Temos um país que ficou 20 anos na mão da esquerda, e esse aparelhamento, esse patrulhamento ideológico, essa tentativa de vedar o debate… Você só pode ter visões de um lado. Esse politicamente correto que veda o debate foi crescendo ao longo de 20 anos”, prosseguiu Salles.

Leia também: “Ricardo Salles recorre de decisão do STF que proíbe saída do país”

Segundo o ex-ministro, a esquerda centra suas ações na agenda dos costumes. “Essa pauta se manifesta naquelas matérias não econômicas. Como a esquerda se mostrou no mundo inteiro ser um fracasso na economia, sobrou para eles capturarem a pauta dos costumes”, disse.

Salles afirmou que decidiu deixar o governo por ter chegado ao limite diante de tantos ataques. “Eu cansei de lutar contra a manipulação das informações na imprensa, a manipulação da opinião pública dentro e fora do Brasil”, disse. “Chega uma hora em que você cansa. Estou longe da minha casa, dos meus filhos, dos meus amigos. Cansei.”

Telegram
-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

4 comentários

  1. Falou puramente a verdade. Perseguição feroz dos bandidos mais perigosos do mundo: os esquerdistas. Mentiras, distorções, manipulações é o modus operandi dessa gangue perversa que destrói reputações, contamina o debate e dissemina fake news por todo o planeta, graças ao aparelhamento do estado e da mídia mundial. Perdemos um excelente ministro, disso não temos dúvidas.

  2. É uma lástima vermos o que foi feito com Ricardo Salles e não podermos fazer nada. Mas isso não nos deixa de vê lo como um grande ministro. Obrigado por ter trazido à luz o que estava camuflado nesse ministério.

  3. são 13 anos de aparelhamento e alienação, tem uma geração inteira alieneitors tabajara de Iphone na mão, criada nas universidades!! basta ver a cara de M deles nas manifestações!!! não seria e não será fácil se livrar destes esquerdistas apoiado ainda por uma midia esquerdopata!! os caras são uns bossais né vivem em um País livre, são livres para falarem as M deles,acessarem e lacrarem nas redes com seus Iphones de última geração, moram bem,papaizinhos bancaram a Facú, e querem impor uma ditadura e corrupta ainda aqui, se ainda tivessem uma liderança bacana, nova, ideías modernas, democráticas….. mas os caras querem colocar Lula e sua trupe de volta ai é atraso e doença mesmo, não dá pra entender mas são massa de manobra né e gostam de chamar a gente de gado ainda kkkkk

  4. A esquerda não sobrevive no debate público sem a mentira. Porque sabe que no debate franco, aberto, honesto vai sempre sair perdendo.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Meios de pagamento
Site seguro