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Promotor quer que Cristian Cravinhos continue preso

Representante do Ministério Público de São Paulo diz que criminoso envolvido na morte do casal Richthofen não está apto para a liberdade

Cristian Cravinhos, condenado por 38 anos em 2002 depois de se envolver na morte do casal Richthofen
Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos de prisão | Foto: Reprodução/Redes sociais

O promotor de Justiça do Ministério Público (MP) de São Paulo Alexandre Mafetano disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ser contra a progressão do regime de cumprimento de pena de Cristian Cravinhos.

Cravinhos foi condenado a 38 anos de prisão por envolver-se, em 2002, no assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen. Em companhia do irmão Daniel e da namorada Suzane, filha do casal morto, ele planejou e executou o crime.

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No mesmo ano do duplo assassinato, a Justiça determinou a prisão dele na Penitenciária de Tremembé. Em 2013, a defesa do criminoso obteve o direito de transferi-lo do regime fechado para o semiaberto. Em 2017, novo benefício: autorização para cumprir a pena em regime aberto.

Liberdade e novos crimes

Os irmãos Cravinhos (Daniel e Cristian) ao lado de Suzane Richthofen: crime chocou a sociedade
Os irmãos Cravinhos (Cristian e Daniel) ao lado de Suzane von Richthofen: crime chocou a sociedade | Foto: Reprodução Redes sociais

Cravinhos permaneceu quase oito meses fora da prisão. Contudo, em abril de 2018, voltou para a cadeia depois de agredir a ex-mulher e tentar subornar policiais. A Justiça o condenou por corrupção ativa.

Agora, os advogados do assassino tentam novamente colocar o seu cliente em liberdade. Mafetano, no entanto, afirma que o rapaz é uma ameaça. Na visão do promotor, o condenado tem, no histórico, três faltas disciplinares no período em que ficou recluso em Tremembé. 

Na entrevista, Mafetano reforça que o réu “deixa dúvidas sobre a sua aptidão para experimentar regime mais brando, bem como sobre a sua consciência social e moral”.

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O promotor afirma que o réu precisa “amadurecer e conscientizar-se sobre seus atos para ter percepção da gravidade dos seus crimes”.

Parecer social favorece Cravinhos

Para conseguir a soltura do seu cliente, os advogados de Cravinhos recorreram a um parecer social já anexado ao processo. Conforme o documento, o réu quer voltar a morar com a mãe, cuidar da filha e trabalhar. Além do parecer, um relatório psicológico demonstra que Cravinhos estaria arrependido dos crimes.

Mafetano antecipou que se a progressão de regime for concedida, o MPSP vai recorrer da decisão e solicitará, assim, a aplicação, em Cravinhos, do Teste de Rorschach. Esse teste consiste em uma técnica de avaliação psicológica. O objetivo é obter uma  análise mais completa de seu perfil.

Leia também: “Roteirista fala se Suzane von Richthofen recebeu por novo filme”

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