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Setor aéreo prevê aumento no preço da passagem

A gratuidade no despacho de bagagens, aprovada no Senado, vai impactar no valor das tarifas, segundo associação

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Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) criticou a decisão do Senado de aprovar a medida provisória (MP) que flexibiliza regras para o setor aéreo. Conhecida como “MP do Voo Simples”, ela prevê a gratuidade no despacho de bagagens de até 23 quilos em voos nacionais e de 30 quilos em viagens internacionais. Isso deve provocar mudanças no preço da passagem.

A Abear considerou um “retrocesso que desalinha o país das melhores práticas internacionais para reduzir custos e juntamente com a liberação ao capital estrangeiro estimular a competitividade”, informou em comunicado, divulgado na quarta-feira 18.

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A entidade ressaltou que não existe bagagem gratuita e que o passageiro “pagará essa conta”, porque o custo do despacho será diluído em todos os bilhetes, como acontecia anteriormente.

A associação lembrou que os custos são dolarizados e enfatizou que a volta da franquia obrigatória do despacho de bagagem também deverá afastar o interesse das empresas aéreas low cost de operar no país.

Já a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) explicou que o pagamento do despacho de bagagem, que acontece desde julho de 2017, estava condicionado a uma contribuição para diminuir os preços das passagens, o que não ocorreu.

Segundo a Proteste, não só as passagens continuaram aumentando, como agora as taxas para despacho de bagagem estão maiores também.

MP do Voo Simples

A MP do Voo Simples, aprovada na terça-feira 17 pelo Senado, também simplifica o licenciamento das aeronaves, facilita a criação de novas companhias aéreas, democratiza o espaço aéreo e prepara o Brasil para acordos internacionais que admitem o chamado céu livre.

Com alterações no texto original da MP, a matéria, com validade até 1° de junho, volta para a análise da Câmara dos Deputados. Após esse processo, o texto seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

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3 comentários
  1. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Desde que começaram a cobrar pelas bagagens, nunca houve redução de tarifas, ao contrário, elas aumentaram. O caminho será sempre a concorrência como ocorre nos EUA. Abra o mercado para outras empresas estrangeiras, Brasil.

  2. Alessandro Mauro Gobetti
    Alessandro Mauro Gobetti

    Esse é o Brasil das narrativas.
    As passagens nunca diminuíram de valor neste período de cobrança no despacho de bagagens.
    É a mesma coisa que está acontecendo com a bela iniciativa de diminuição do IPI pelo governo federal, o benefício não chega aos consumidores.

  3. Celso Della Torre Lemes
    Celso Della Torre Lemes

    Mais justo seria cobrar as malas que colocam internamente nas aeronaves. Abuso que fazem. Essa deveriam cobrar equivalente a 100 dólares cada. Uma mochila ou bolsa pequena e mala qq tamanho cobra-se para ter dentro da aeronave

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