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Aos 71 anos, sócia de Cariani também é investigada pela PF

Roseli Dorth é quem gerencia a firma, fundada em 1981

sócia Cariani 71 anos
Sócia de Cariani desde 2008, Roseli Dorth desativou suas redes sociais depois que suas fotos começaram a circular | Foto: Reprodução/Facebook @Roseli Dorth

O empresário, fisiculturista, youtuber e influenciador do universo da musculação Renato Cariani publicou um vídeo, na terça-feira 12, com a sua primeira declaração depois que a Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão em sua casa.

No vídeo, ele menciona sua “sócia, com 71 anos de idade, [que] ainda é a grande administradora, a grande gestora, é quem conduz a empresa”. Ele se referia a Roseli Dorth, que se apresenta como gerente comercial da Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., uma das empresas sob investigação.

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Vídeo: “Cariani rompe o silêncio sobre busca e apreensão pela PF”

A Operação Hinsberg, que desbaratou o esquema, faz referência ao químico Oscar Hinsberg. Foi ele quem descobriu a conversibilidade de compostos químicos em fenacetina, principal insumo desviado pelo esquema.

Parceiros de longa data

Roseli é graduada em matemática. Tornou-se sócia de Cariani em 2008, quando ele passou a fazer parte do quadro societário da Anidrol, cujo ano de fundação é 1981.

sócia Cariani 71 anos
Mencionando o ‘combate à sonegação’, Receita Federal também publicou notícia divulgando a Operação Hinsberg | Foto: Reprodução/Receita Federal

Além dessa empresa, Roseli também é sócia de outra companhia. O capital social das duas firmas juntas chega a R$ 2 milhões, de acordo com apuração do Metrópoles.

Em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público e a Receita Federal, a PF cumpriu 18 desses mandados, nos Estados de SP, PR e MG. A empresa da qual Cariani e Roseli são sócios fica em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo.

Como funciona o suposto esquema sob a mira da PF

A operação é contra um suposto esquema de desvio de toneladas de produtos químicos para a produção de cocaína e de crack. De acordo com a PF, empresas com licença para vender determinadas substâncias emitiam notas frias.

Cariani busca apreensão PF
Renato Cariani fez ainda ontem sua primeira declaração pública depois ter a PF em casa | Foto: Reprodução/Instagram @renato_cariani

Por meio de laranjas se passando por representantes de grandes empresas legítimas do ramo bioquímico e farmacêutico, produtos eram adquiridos via depósito em dinheiro vivo. Uma dessas empresas, curiosamente, é a AstraZeneca, responsável por denunciar o uso indevido de seu nome junto às autoridades.

Toneladas de crack e de cocaína

A polícia chegou a identificar 60 transações falsas feitas ao longo de seis anos. Ao todo, adquiriram-se 12 toneladas dos produtos químicos fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila.

Tais substâncias seriam insumos para a produção de mais de 19 toneladas de cocaína e crack. Os investigados devem responder pelos crimes de tráfico equiparado, associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro.

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