Revista Oeste - Eleições 2022

TJ mantém proibição de reconhecimento facial no Metrô de SP

Defensoria Pública do Estado e grupos da sociedade questionam política de privacidade e conseguem barrar tecnologia
-Publicidade-
Ação contra o Metrô de SP questiona o uso de imagem e dados de menores
Ação contra o Metrô de SP questiona o uso de imagem e dados de menores | Foto: Willian Moreira/Estadão Conteúdo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou recurso do Metrô a respeito da instalação de câmeras de reconhecimento facial nas estações. A decisão da desembargadora Maria Laura Tavares, da 5ª Câmara de Direito Público, manteve a liminar de primeiro grau.

A decisão foi tomada no último dia 12 de abril e publicada nesta segunda-feira, 18, pelo TJ-SP.

A ação questiona o uso de imagem e a coleta e o tratamento de dados pessoais sensíveis de crianças e adolescentes, sem que haja o consentimento de pais ou responsáveis.

-Publicidade-

A ação contra o Metrô foi movida pela Defensoria Pública de São Paulo, Defensoria Pública da União, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), além de algumas organizações da sociedade civil.

Os críticos da tecnologia, que teria custado mais de R$ 50 milhões aos cofres públicos, argumentam que o reconhecimento não atende aos requisitos legais previstos na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A frente que tenta barrar a tecnologia também cita que o reconhecimento facial fere princípios do Código de Defesa do Consumidor, do Código de Usuários de Serviços Públicos, do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Constituição Federal.

Medida controversa em nações ocidentais, o reconhecimento facial já vem sendo utilizado por autoridades da China há alguns anos, inclusive em monitoramentos de espaços públicos. Em São Paulo, a iniciativa tinha como intenção reforçar a estrutura de segurança do Metrô.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

6 comentários Ver comentários

  1. Seria interessante se fosse usado para identificação de criminosos foragidos da justiça e também na identificação de pessoas desaparecidas, principalmente de crianças.

  2. A ação protege a quem – a crianças e adolescentes ou a marginais que as sequestram e violentam? A quem protege a medida – aos usuários ou os costumeiros marginais que os roubam e/ou assaltam diariamente naquele ambiente? Há momentos em que duvido da lucidez do judiciário brasileiro.

  3. Quem não deve nada a ninguém, muito menos à justiça, não tem nada a temer. Privacidade? Em local público? Que privacidade é essa, podem me explicar? Privacidade é essencial dentro de casa e é só. Lá fora, é a lei da selva.

  4. dessa forma os vagabundos vão continuar a deitar e rolar, tudo o que e feito para o bem da massa ordeira da população e inibida com atos desses defensores de criminosos.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.