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Verão promete calor menor do que em 2025

Mesmo com a perda de intensidade do La Niña, fenômeno deverá reduzir as chances de temperaturas extremas no geral

Verão 2026 Brasil Rio de Janeiro
Região Sudeste deverá ter temperaturas mais altas do que a média de outras áreas | Foto: Reprodução/Pixabay

O início do verão ocorre neste domingo, 21, às 12h03 (horário de Brasília), no Hemisfério Sul, e, embora apresente temperaturas naturalmente superiores às da primavera, a estação deve registrar níveis mais baixos do que os observados no começo do verão passado. Em alguns intervalos, ainda assim, os termômetros podem superar a média histórica.

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Segundo análises da Tempo OK, a configuração atmosférica reduz a probabilidade de novos recordes de calor em relação ao verão do início de 2025, quando eventos extremos se repetiram em diversas regiões do país.

Do ponto de vista climático, o comportamento das chuvas será irregular. A estação começa depois de uma primavera marcada por volumes abaixo do normal em amplas áreas do Sudeste, Centro-Oeste, interior do Nordeste e em estados como Tocantins, Pará, Acre, Rondônia e Amapá, o que tende a deslocar os maiores acumulados para os limites do território nacional.

As chuvas, segundo a agência podem variar de médias a acima da média no Sul. Já em março a tendência é apresentar de que a quantidade de chuva diminua. No Sudeste, predomina a tendência de chuvas abaixo da média e temperaturas mais elevadas ao longo do verão.

A previsão aponta excesso de chuva apenas no extremo Norte, com destaque para o norte do Amazonas, e na Região Sul. No centro-norte do país, os episódios de precipitação devem ser mal distribuídos, enquanto o Nordeste deve enfrentar um verão mais seco e quente.

“São esperadas chuvas irregulares no centro-norte do país, com volumes acima da média apenas no extremo Norte”, afirma o meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK. “No Nordeste, o verão será marcado por temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média.”

La Niña no verão

A atuação do fenômeno La Niña no verão, associado ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico, perde intensidade ao longo da estação. Esse enfraquecimento contribui para um cenário de calor persistente, mas reduz a chance de temperaturas extremas no geral.

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No Sul, os sistemas meteorológicos devem ter menor capacidade de avançar para o interior do país. Entre janeiro e fevereiro, os volumes de chuva podem oscilar entre próximos à média e acima do padrão, enquanto março tende a apresentar queda nas precipitações. No Sudeste, o predomínio deve ser de calor e chuvas abaixo do normal durante grande parte do verão.

Os efeitos do clima também se refletem no setor elétrico. A expectativa de menor regularidade das chuvas pode limitar a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas, aumentando a sensibilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e influenciando o custo da energia para o consumidor. Em contrapartida, a maior incidência de sol e vento favorece a expansão da geração por fontes alternativas.

Esse cenário reforça a relevância das fontes renováveis na matriz brasileira. De acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), essas fontes responderam por 88,2% da geração elétrica do país em 2024, ampliando a resiliência do sistema em períodos de menor disponibilidade hídrica.

Diante de um verão mais quente e com chuvas distribuídas de forma desigual, especialistas alertam para a importância de planejamento antecipado, acompanhamento constante das condições meteorológicas e decisões mais criteriosas nos setores agrícola e energético.

“A capacidade de antecipação e adaptação será fundamental para reduzir riscos, mitigar impactos e tornar as decisões mais seguras e sustentáveis ao longo da estação”, conclui o meteorologista.

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