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Vídeo: piranhas aparecem nas ruas de Porto Alegre

Os animais foram encontrados em vias alagadas da capital gaúcha

Moradores postam vídeos de piranhas nadando nas ruas de Porto Alegre
Moradores registraram as piranhas nadando nas ruas de Porto Alegre | Foto: Reprodução/Redes sociais

A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul tem causado diversos impactos nas cidades, como a aparição inesperada de peixes em áreas urbanas. Nesta quinta-feira, 16, moradores registraram piranhas nadando nas ruas alagadas de Porto Alegre.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram algumas palometas (Serrasalmus maculatus), uma espécie de piranha. Esses peixes, comuns na região por causa da conexão entre os rios Uruguai, Jacuí e Guaíba, foram confirmados pelo Corpo de Bombeiros, segundo o jornal O Globo.

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Um incidente foi relatado por Victor Warth, analista de tecnologia da informação, que encontrou uma palometa morta a cerca de 5 km do Rio Jacuí, próximo a um bueiro. “Não sei se foi por ali que acabou chegando”, disse ao jornal Zero Hora. “Estava simplesmente boiando, já sem vida. Chovia bastante no momento.”

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Nas redes sociais, vídeos que mostram esses peixes nas águas das enchentes em Porto Alegre se destacaram. Em uma postagem no Twitter/X, um morador expressou preocupação com os animais. 

“Não basta tudo que já aconteceu, agora tem relatos de palometa”, escreveu Jakelyne Loiola. “Nas águas em Porto Alegre. Para quem não sabe, palometa são como piranhas. A presença desses peixes nas águas que inundam as ruas da cidade é resultado da expansão das bacias hidrográficas nos últimos anos. Provavelmente foram arrastadas até a cidade com a força dos rios.”

Piranhas causam danos ao ecossistema em Porto Alegre

Pescadores locais afirmam ao jornal Diário do Nordeste que a presença dessas piranhas nos rios causa danos ao ecossistema. Por não serem nativas, elas desequilibram o ambiente ao predar outros peixes, o que prejudica a biodiversidade local.

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A situação no Rio Grande do Sul é alarmante. De acordo com a Defesa Civil, as enchentes já resultaram em pelo menos 151 mortes e deixaram 538,1 mil pessoas desalojadas. As fortes chuvas afetaram mais de 2,28 milhões de pessoas, com 104 desaparecidos e 806 feridos. 

Mais de 77,2 mil pessoas e 11,9 mil animais foram resgatados, e 27.651 agentes públicos federais, estaduais e de outros Estados estão envolvidos nas operações de salvamento.

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