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Economia

Airbus e Boeing estudam fabricação de aviões maiores

Demanda por jatos de longo alcance reacende disputa entre as duas gigantes da indústria aeronáutica

O Boeing 777X, com capacidade para 426 passageiros | Foto: Divulgação/Boeing
O Boeing 777X, com capacidade para 426 passageiros | Foto: Divulgação/Boeing

A Airbus voltou a discutir a criação de um modelo ampliado da família A350. A decisão ganhou fôlego principalmente depois de a companhia Emirates pressionar o mercado por jatos bimotores de maior capacidade durante o Dubai Airshow. A companhia do Golfo reforçou a necessidade de aeronaves mais eficientes e com maior número de assentos. Com isso, as fabricantes voltaram a rever projetos anteriores.

O movimento ocorre no mesmo instante em que a Boeing admite estudar uma nova versão estendida do 777X. A empresa anunciou a avaliação depois de vender 65 unidades do modelo atual para a Emirates. Assim, as duas fabricantes retomam um debate que marcou o setor há mais de uma década.

Airbus: expansão comercial

A ideia de ampliar o A350 não é inédita. A Airbus já havia considerado um projeto maior, conhecido informalmente como A350-2000, para competir desse modo diretamente com o 777-9. Agora, clientes voltam a pedir um jato mais espaçoso. Segundo Christian Scherer, chefe da divisão comercial, a demanda cresce em rotas de alta densidade e favorece o desenvolvimento de uma aeronave mais longa.

O estudo coincide sobretudo com ajustes no A350-1000, que enfrenta desgaste acelerado dos motores em regiões de clima extremo. A pressão por desempenho obriga a Airbus a analisar atualizações técnicas, o que acaba abrindo caminho para uma possível versão ampliada.

Leia também: “Imprudência no ar”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 256 da Revista Oeste

O acordo recente entre a Emirates e a Boeing inclui a opção de transformar pedidos do 777-9 em uma eventual versão 777-10. A mudança depende de a fabricante norte-americana avançar no programa. Caso contrário, a companhia do Golfo pode migrar parte da encomenda para o menor 777-8.

Para o presidente da Emirates, Tim Clark, tanto a Boeing quanto a Airbus mostram resistência a projetos arriscados. Porém, ele argumenta que o mercado exige aviões maiores para acomodar o crescimento do tráfego internacional nos próximos anos.

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