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Economia

Ouça o comentário de Alexandre Garcia sobre a decisão do governo Lula de taxar apostas on-line

‘Fico preocupado, porque o governo pode querer taxar o ar que a gente respira’, criticou o jornalista

Apostas Esportivas | A proposta de regulamentação e tributação das apostas é uma medida do governo para buscar aumento na arrecadação no próximo ano | Foto: Reprodução/Redes sociais
A proposta de regulamentação e tributação das apostas é uma medida do governo para buscar aumento na arrecadação no próximo ano | Foto: Reprodução/Redes sociais

Em comentário para o programa Oeste Sem Filtro, o jornalista Alexandre Garcia avaliou a decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva de taxar as apostas on-line.

“Fico preocupado, porque o governo pode querer taxar o ar que a gente respira”, criticou o jornalista. “Se o governo quisesse estimular o desenvolvimento econômico do país, deveria se meter menos na atividade econômica e parar de tributar tanto.”

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Ouça o comentário no player abaixo

Alexandre Garcia é um dos integrantes do Oeste Sem Filtro | Foto: Reprodução/YouTube

Entenda o contexto do comentário de Alexandre Garcia

O governo Lula decidiu aplicar um imposto de 30% sobre os brasileiros que vencerem apostas esportivas on-line. Conforme mostrou Oeste, as regras já estão em vigor.

A decisão, divulgada na terça-feira 25, no Diário Oficial da União, consta numa medida provisória que regulamenta o mercado de apostas esportivas no Brasil.

Projeções do Ministério da Fazenda mostram que o governo pode arrecadar até R$ 2 bilhões, em 2024, com a regulamentação.

Como será o mercado de apostas esportivas?

As empresas responsáveis pela promoção das apostas serão taxadas em 18% sobre o chamado “Gross Gaming Revenue” (GGR). Trata-se da receita obtida pelo apostador depois do pagamento dos prêmios.

Leia também: “Governo Lula vai taxar lucro de sites de apostas esportivas”

A medida estabelece que as empresas serão taxadas em 18% sobre o GGR, restando 82% da receita para que as “bets” mantenham as operações. As taxas foram distribuídas da seguinte forma:

  • 10% de contribuição para a seguridade social;
  • 0,82% para educação básica;
  • 2,55% ao Fundo Nacional de Segurança Pública;
  • 1,63% aos clubes e atletas que tiverem seus nomes e símbolos ligados às apostas; e
  • 3% ao Ministério do Esporte.

Além disso, o jogador de apostas esportivas passa a pagar 30% de IR sobre os prêmios recebidos acima da faixa de isenção, que vai até R$ 2.112.

Leia mais: “Os primeiros passos da CPI das Apostas”

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