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Economia

Banco Central mantém Selic em 15% ao ano

Inflação faz Copom admitir que juros devem ficar altos por longo período

Reunião entre membros do Comitê de Política Monetária: segunda maior taxa real do mundo | Foto: Divulgação/Banco Central
Reunião entre membros do Comitê de Política Monetária: segunda maior taxa real do mundo | Foto: Divulgação/Banco Central

O Banco Central decidiu manter, pela quarta vez consecutiva, a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou que o recuo da inflação e a desaceleração da economia recomendam principalmente cautela. 

Do mesmo modo, o órgão afirmou que o cenário segue com elevada incerteza. A decisão, unânime, acompanhou as expectativas sobretudo do mercado financeiro. Em comunicado, o colegiado reforçou que a estratégia atual é preservar a taxa em nível elevado por um período prolongado. O objetivo é principalmente garantir a convergência da inflação para a meta. 

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Banco Central admite novo aperto monetário

O texto destaca que o comitê seguirá vigilante. Da mesma forma, considera possível ajustar a política monetária caso julgue necessário. Neste caso, admite-se um novo aumento no custo do dinheiro caso o quadro inflacionário se agrave.

A Selic está no maior patamar desde 2006. Depois de alcançar 10,5% ao ano em maio de 2024, o ciclo de alta retornou em setembro do mesmo ano. O movimento expandiu até os juros atuais de 15%, em vigor desde junho deste ano.

Leia também: “Inflado e ineficiente”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste

A inflação medida pelo IPCA registrou alta de 0,18% em novembro, o menor resultado para o mês desde 2018. No acumulado em 12 meses, o índice está em 4,46%, dentro do limite superior da meta contínua de inflação, que é de 4,5%. 

O novo regime, em vigor desde janeiro, determina que a meta de 3%, com faixa de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, seja monitorada mês a mês, sempre pelo acumulado de 12 meses. O Banco Central vai revisar as suas projeções no novo Relatório de Política Monetária, previsto para o fim de dezembro. 

Juros seguram expansão do crédito

O nível elevado dos juros encarece o crédito, desestimula a atividade e ajuda a conter pressões inflacionárias. No relatório anterior, o BC reduziu a projeção de crescimento do PIB em 2025 de 2,1% para 2%. O Focus projeta expansão de 2,25%.

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