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Economia

Brasil despenca para a 65ª posição em ranking global de competitividade

País registrou piora em todos os indicadores da pesquisa e teve o pior desempenho dos últimos anos; custo de capital e educação precária puxam o índice para baixo

Gráfico digital de crescimento econômico representando arrecadação pública e aumento da atividade financeira
Indicadores de desempenho econômico e eficiência empresarial são pilares fundamentais para o avanço no Ranking de Competitividade | Foto: Reprodução/Canva Pro

O ambiente de negócios brasileiro sofreu revés no “Ranking de Competitividade Mundial de 2026”. Em um levantamento que avalia 70 economias globais, o Brasil perdeu sete posições em relação à edição anterior e estacionou no 65º lugar. O estudo, conduzido pelo IMD World Competitiveness Center com o apoio da Fundação Dom Cabral, mostra que o país atingiu seu nível mais crítico na série histórica recente.

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A pesquisa mensura a aptidão das nações para fomentar um ecossistema favorável à atuação de empresas privadas e estatais. Na prática, o ranking traduz a soma de políticas institucionais, estrutura e cenário econômico que impactam diretamente a produtividade corporativa.

Piora generalizada nos pilares econômicos

O tombo do Brasil ocorreu de forma generalizada. A avaliação se divide em quatro pilares principais, e o país apresentou retração em todos eles. O maior destaque negativo foi a “eficiência empresarial”, que despencou 11 posições. O “desempenho econômico” também encolheu e caiu seis degraus. Os outros dois fatores analisados, que também registraram baixa, foram “eficiência governamental” e “infraestrutura”.

Para entender as raízes dessa queda, os pesquisadores analisaram subcategorias específicas. O diagnóstico da direção do estudo é claro: os gargalos históricos e estruturais do Brasil anulam os avanços em setores bem-sucedidos.

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Os piores indicadores do país (todos na 70ª e última posição):

  • custo de capital;
  • endividamento corporativo;
  • educação primária e secundária;
  • mão de obra produtiva; e
  • habilidades financeiras e linguísticas.

Apesar do cenário negativo geral no “Ranking de Competitividade”, o levantamento identificou áreas onde o mercado brasileiro se destaca positivamente:

  • crescimento de empregos a longo prazo (5º lugar);
  • subsídios governamentais (5º lugar);
  • matriz de energia renovável (5º lugar);
  • fluxo de investimentos estrangeiros diretos (7º lugar); e
  • empreendedorismo em estágio inicial (8º lugar).

Os líderes e os lanternas do Ranking de Competitividade

No topo do Ranking de Competitividade, Singapura consolidou sua liderança, seguida por potências asiáticas e europeias, com os Estados Unidos fechando a lista dos dez primeiros. Na parte inferior da lista, o Brasil encontra-se próximo a países como Gana, México e Venezuela.

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Confira, abaixo, as dez economias mais bem avaliadas e os países que ocupam as piores posições do levantamento:

Top 10 melhores países:

  1. Singapura;
  2. Hong Kong;
  3. Suíça;
  4. Taiwan;
  5. Emirados Árabes Unidos;
  6. Dinamarca;
  7. Irlanda;
  8. Países Baixos;
  9. Suécia; e
  10. Estados Unidos.

Os piores países no ranking:

  1. Eslováquia;
  2. Gana;
  3. Brasil;
  4. México;
  5. Botsuana;
  6. Mongólia;
  7. Nigéria; e
  8. Namíbia e Venezuela.

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3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Sem novidades , o que esperar de um país tomado pelo corrupção no governo e no judiciário que tem um presidente sabidamente ladrão, e semianalfabeto que tem um judiciário corrupto com ministros da corte suprema recebendo milhões de reais de criminosos presos , senadores tbm recebendo propina assim como os presidentes da câmara dos deputados e do senado. ??

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