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Economia

BC estuda revisar regras do FGC depois de caso Master

Fundo teve que repassar mais de R$ 40 bilhões em garantias a credores da instituição, que se encontra em liquidação extrajudicial

BC - bancos - concentram - crédito
Sede do Banco Central, em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), Gilneu Vivan, afirmou, nesta segunda-feira, 9, que o órgão deve incluir, em 2026 ou no início de 2027, a revisão de parte das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida ocorre depois do pagamento de mais de R$ 40 bilhões em garantias pelo FGC a credores do Banco Master e do Will Bank, ambos em liquidação extrajudicial.

A declaração foi feita durante evento da Associação Brasileira de Bancos, em São Paulo. Segundo Vivan, a agenda regulatória também deve prever novas regras para a distribuição de títulos e medidas adicionais de prevenção a fraudes. Ele mencionou ainda, sem detalhar, uma possível revisão das tarifas do sistema financeiro.

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No caso do Master, o BC justificou a liquidação pelo agravamento da situação financeira, pela falta de recursos para honrar compromissos e pelo descumprimento de normas do sistema bancário e de determinações do próprio regulador. Já o Will Bank teve a liquidação decretada depois de deterioração financeira e incapacidade de pagamento, agravadas por sua ligação de interesses com o Master.

As movimentações geradas pelo caso Master

Caso Master STF Justiça São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, no bairro paulistano do Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Vivan afirmou que os episódios não provocaram mudanças relevantes nas captações de outros bancos de pequeno e médio porte. Disse também que o caso do Master trouxe lições ao BC e reconheceu que o processo até a decretação da liquidação demorou mais do que considerava ideal.

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Segundo ele, a dimensão dos casos pesou no debate regulatório. O Banco Master tinha cerca de 1 milhão de correntistas, enquanto o Will Bank reunia quase 7 milhões.

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de indagações que envolveram o Tribunal de Contas da União e o Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações passaram a investigar possíveis fraudes, desvios de recursos e tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte dos desdobramentos segue sob sigilo no STF.

Leia também: “O Banco Master chegou ao Planalto”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 307 da Revista Oeste

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