BC exige nome e CPF de quem sacar mais de R$ 2 mil a partir deste mês

BC exige nome e CPF de quem sacar mais de R$ 2 mil a partir deste mês.
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Banco do Brasil tem novas regras para saques acima de R$ 2 mil | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
Banco do Brasil tem novas regras para saques acima de R$ 2 mil | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado | bc, saque, circular, regra, pessoas expostas politicamente, políticos, parentes, lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo

Regra foi criada em janeiro, mas só passou a valer em julho e também afeta pessoas consideradas expostas politicamente, que agora vão até parentes de segundo grau de políticos

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Banco do Brasil tem novas regras para saques acima de R$ 2 mil | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Desde 1º de julho, quem precisar sacar mais de R$ 2 mil terá de deixar nome e CPF registrados no banco, segundo circular do Banco Central.

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Para retiradas ou depósitos em dinheiro vivo acima de R$ 50 mil, as regras são ainda mais rígidas: além de nome e CPF, é preciso dizer a origem dos recursos, em caso de depósitos, ou a finalidade dele, em caso de saques.

Foi o que ocorreu com uma fonte ouvida por Oeste, que precisou retirar dinheiro para uma viagem e foi questionado pela caixa do banco qual era a finalidade do saque.

““Qual a origem do dinheiro?”. Fiquei perplexo e respondi ‘da minha conta corrente’. ‘Não serve’, disse ela, ‘aqui há sugestões do Banco Central’, mostrando uma lista. ‘Serve prestação de serviços?’. Topei. ‘E aonde vai gastar?’. Senti-me na Coreia do Norte!”, relatou.

Caso o cliente se recuse a prestar as informações, terá a recusa anotada e o BC utilizará “procedimentos de monitoramento, seleção e análise” dos bancos, para a detecção de casos suspeitos.

Os bancos são obrigados a manter o registro de todas as operações realizadas no país.

Leia também: José Serra é alvo da Lava Jato por suspeita de corrupção

Novas regras para políticos

Nas novas regras, que foram criadas em janeiro após consulta pública, apesar de só entrarem em vigor agora, o BC também expandiu o rol de pessoas consideradas expostas politicamente (PEPs).

Elas devem ser acompanhadas mais ativamente para a descoberta de eventuais irregularidades.

Deputados estaduais e vereadores e integrantes de conselhos superiores passaram a integrar essa lista, além de parentes de primeiro e segundo graus dos mesmos.

De acordo com o BC, a nova circular aumenta o número de PEPs em 100 mil pessoas.

Melhor comunicação com o Coaf

O BC pretende ter uma comunicação mais efetiva com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com a nova regra e espera elevar a responsabilidade da instituição, com a melhoria das informações.

As instituições também ficaram obrigadas a implementar procedimentos destinados a conhecer seus funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados, incluindo procedimentos de identificação e qualificação, segundo o Banco Central.

Em 2021, o Grupo de Ação Financeira (Gafi) vai avaliar o modelo brasileiro de prevenção ao financiamento do terrorismo e o modelo brasileiro contra lavagem de dinheiro.

As novas regras objetivam aproximar as normas e legislação de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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7 comentários Ver comentários

  1. Sempre houve vigilância, mas de que adiantou? O dinheiro para corruptos direto do banco central do Brasil! Além disso o cadastro de PPEs na prática serve para ignora-los e não para vigia-los com maior atenção, como deveria ser. É sempre tudo as avessas como permitir o BC comprar títulos podres se qualquer limitação.

    1. Como sempre, nesse país, medidas idiotas, que no final só prejudicam o cidadão comum… Políticos, corruptos, ladrões e traficantes não precisam passar por esse constrangimento… afinal eles não sacam dinheiro no banco, alguém faz isso para eles.
      Essa deve ser mais uma das ideias geniais do santo do pau oco, o deMorou….

  2. Nunca pegaram o safado do Serra e seu namorado Kassab – aquele traveco – dois grandes pilantras, agora querem por nas nádegas do contribuintes estes bunda moles da receita.

  3. Mas agiotagem combinada com gerentes de bancos pode, né? Você vai fazer um financiamento no banco mas não consegue por causa de mil motivos burocráticos, aí cai na mão de um agiota que lhe passa um cheque de tal banco. Você vai sacar ou transferir e o gerente fica muuuuuuiiiito feliz por essa transação, recebendo uma comissãozinha do agiota. Tudo combinado, nesse país do faz de conta. rsrsrs

    1. Vejo um pouco extremo, mas é um procedimento necessário para que a corrupção, deixe de ser um ato simplificado no país. Estou de acordo.

  4. Que boa matéria!
    Que espetacular!
    Demorou. Uma vergonha para o nosso País um Geddel desses e toda a família aparecer com malas, num montante superior a 51 milhões.
    Roubalheira concordada com gerentes de bancos? Anota também que está liberando na unidade financeira.

    1. O pretexto é sempre nobre. O resultado é mais burocracia para o cidadao de bem e maior poder político para os donos do poder
      Lamentável a medida, excelente a materia.

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