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Economia

BRB admite cortes e fechamento de agências

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o presidente do banco, Nelson de Souza, disse que analisa um plano de redução de despesas

O Banco de Brasília (BRB)
Segundo o novo presidente do BRB, Nelson de Souza, o momento exige medidas duras para reorganizar a instituição | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson de Souza, disse, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, que a instituição estuda um plano de redução de despesas que pode resultar no fechamento de agências e cortes em diferentes áreas da instituição.

“Vamos mensurar caso a caso, sem nenhum alarde”, afirmou o executivo. “Onde tivermos negócios que sejam bons para o banco, vamos manter. Nossa prioridade é manter o bom atendimento e o conforto dos clientes.”

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Leia também: “Master faturou mais com revenda de consignados do que com juros de empréstimos

O BRB é uma estatal, sendo controlado pelo governo do Distrito Federal. Apesar disso, atua em alguns Estados. O banco deve, por exemplo, manter as operações no Tocantins e nas cidades de João Pessoa e Maceió.

O BRB enfrenta uma crise decorrente de negócios realizados com o Banco Master. O Banco Regional de Brasília adquiriu cerca de R$ 30 bilhões em ativos da instituição ligada a Daniel Vorcaro. Entre as aquisições estão carteiras de crédito de varejo e atacado, além de CDI, CRI e fundos.

BRB tenta superar crise

Nelson de Souza reconheceu que o momento exige medidas duras para reorganizar a instituição e cumprir as regras contábeis exigidas pelo Banco Central. Segundo ele, os cortes são necessários para manter o banco saudável.

O ex-governador Ibaneis Rocha foi quem indicou Nelson para o cargo. Ele assumiu o cargo depois da deflagração da Operação Compliance Zero, que revelou operações fraudulentas envolvendo o Banco Master.

Depois da conclusão de uma auditoria independente, o governo do Distrito Federal afastou ao menos 12 dirigentes do BRB.

O BRB busca um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, mas o órgão exige um quadro claro das perdas e do capital necessário para que o banco continue operando — informações que ainda não foram apresentadas pela instituição.

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