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Economia

FGC condiciona socorro ao BRB

Fundo exige detalhamento de perdas antes de discutir empréstimo

Sede do Banco de Brasília (BRB), no Distrito Federal | Foto: Agência Brasil
Sede do Banco de Brasília (BRB), no Distrito Federal | Foto: Agência Brasil

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está se recusando a conceder um empréstimo ao Banco de Brasília (BRB), que enfrenta dificuldades depois de ficar exposto a operações irregulares do Banco Master. Antes de qualquer acordo, o FGC exige um quadro claro das perdas e do capital necessário para continuar operando. 

Segundo o jornal O Globo, o BRB estima uma injeção total de R$ 8,8 bilhões. Nesse contexto, teria solicitado ao FGC um empréstimo de pelo menos R$ 4 bilhões. O fundo, porém, avalia que o impacto financeiro das transações com o Banco Master pode ser maior do que o inicialmente projetado. Com isso, uma eventual liquidação do BRB poderia gerar prejuízos ainda mais elevados para o próprio FGC.

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FGC evita comentar fraude

O banco público também não divulgou o balanço do segundo trimestre do ano passado. Novas informações continuam surgindo à medida que avança a investigação independente sobre as interações com a instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Procurados pela agência Bloomberg, diz o jornal, o FGC não comentou, enquanto o BRB não respondeu imediatamente aos pedidos.

De acordo com o balanço financeiro de junho, o Banco de Brasília possuía cerca de R$ 40 bilhões em depósitos à vista e a prazo potencialmente cobertos pelas garantias do FGC. Antes do colapso do Banco Master, no fim do ano passado, o BRB adquiriu aproximadamente R$ 22 bilhões em ativos da instituição, incluindo imóveis, cemitérios e restaurantes.

Leia também: “Contra a falta de promiscuidade”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 317 da Revista Oeste

Autoridades apontaram que quase R$ 13 bilhões desses ativos teriam origem em crédito fraudulento. O BRB afirma ter substituído mais de R$ 10 bilhões por ativos de melhor qualidade ou liquidado parte das posições. Ainda assim, a pressão financeira persiste. O banco convocou uma assembleia de acionistas em março para discutir aumento de capital, mas a reunião foi cancelada e remarcada para 22 de abril.

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