O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central (BC) um plano de ações para reforçar em, pelo menos, R$ 5 bilhões a composição de seu balanço. As medidas têm caráter preventivo e só serão executadas caso se confirme a necessidade de aporte financeiro, em um prazo de até 180 dias. A informação foi divulgada por O Globo nesta sexta-feira, 6.
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Segundo o BC, o valor estimado serviria para cobrir eventual prejuízo decorrente das operações de compra de carteiras de crédito do Banco Master. O documento foi entregue pessoalmente pelo novo presidente do BRB, Nelson de Souza, ao diretor de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Gilneu Francisco Astolfo Vivan. O secretário de Fazenda do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou da reunião.
Em nota, o BRB informou que o plano reúne ações de recomposição de capital que só serão implementadas depois da conclusão das investigações em andamento e a definição de eventuais valores a serem aportados. O banco também comunicou ao BC que, neste momento, está descartado um aporte direto do governo do Distrito Federal.

BRB propõe venda de ativos
Entre as alternativas apresentadas, o BRB destacou a chamada “solução de mercado”, que envolve a venda de carteiras de crédito do Master. O plano inclui ainda a possibilidade de uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), empréstimos por meio de um consórcio de bancos e a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local como garantia.
As medidas precisarão ser discutidas com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. De acordo com interlocutores do banco citados por O Globo, a opção considerada mais provável até o momento é a obtenção de uma linha de financiamento junto ao FGC, em condições mais acessíveis.
O plano foi apresentado depois de determinação do BC, que alertou para indícios de fraude em R$ 12,2 bilhões em carteiras adquiridas do Master. Desse total, R$ 10 bilhões foram substituídos, mas a qualidade desses ativos ainda não foi avaliada. O Master foi liquidado pelo BC em novembro.
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O valor final a ser coberto dependerá da venda dos ativos do Master. A estratégia da nova diretoria do BRB é vender a totalidade da carteira adquirida, estimada em R$ 22 bilhões, o que pode reduzir a necessidade de aporte de capital. Os R$ 12,2 bilhões com indícios de irregularidades estão incluídos nesse montante.
O banco tem até 31 de março para apresentar o balanço de 2025. Até essa data, será necessário definir o valor exato a ser reservado para cobrir possíveis perdas. O resultado desse provisionamento dependerá do desempenho das vendas de ativos, conduzidas pelo BRB em conjunto com uma empresa contratada, cuja remuneração estará vinculada a uma taxa de sucesso.
A compra das carteiras do Master pelo BRB começou no segundo semestre de 2024 e culminou no plano do então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, de adquirir a instituição. O negócio foi anunciado em março do ano passado, mas acabou vetado pelo BC em setembro.
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O inacreditável, virou realidade.!!