publicidade
Economia

'Café fake': Anvisa proíbe 3 marcas com toxinas e resíduos de lavoura

Anvisa determina recolhimento de três cafés contaminados com toxinas e resíduos, alertando consumidores para evitar produtos falsificados e buscar certificação de qualidade.

Andrea Illy, presidente da Illycaffè, elogiou as práticas agrícolas regenerativas da Fazenda Serra do Boné | Foto: Reprodução/Flickr
Testes laboratoriais detectaram ocratoxina A em todos os lotes dos produtos conhecidos como 'café fake' | Foto: Reprodução/Flickr

Depois de identificar toxinas e resíduos inadequados em bebidas vendidas como café, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de três marcas do mercado.

A decisão envolve os produtos Melissa, do Paraná, Pingo Preto, de Santa Catarina, e Oficial, de São Paulo, que agora estão proibidos de serem fabricados, vendidos, distribuídos ou anunciados em todo o país.

Receba nossas atualizações

Testes laboratoriais detectaram ocratoxina A em todos os lotes dos produtos conhecidos como “café fake”. A substância é produzida por fungos e é capaz de causar sérios danos renais, como inflamações e doenças crônicas.

Além da toxina, as análises revelaram a presença de impurezas como cascas, paus, palhas e outros resíduos provenientes do processamento do grão, classificado como lixo da lavoura.

Rotulagem enganosa no “café fake”

Essas marcas já haviam sido desclassificadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em maio, depois de constatarem fraudes na composição e ingredientes não autorizados para produtos que se apresentam como café.

Os rótulos também exibiam informações enganosas, contrariando as normas brasileiras para bebidas à base do grão.

Pó sabor café que imita o café Melitta | Foto: Divulgação/Abic
Produto que imita o café Melitta | Foto: Divulgação/Abic

Celírio Inácio, diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), explicou à Agência Brasil que o chamado “café fake” é composto por resíduos sem qualidade.

“Café é feito do grão”, declarou. “Fora isso, é impureza e resíduo”. Ele também ressaltou que a apresentação visual das embalagens pode induzir o consumidor ao erro.

Orientações para o consumidor

Matéria-prima apreendida pelo Ministério do Agricultura em estabelecimentos que produzem 'pó sabor café' | Foto: Ministério da Agricultura/Divulgação
Matéria-prima apreendida em estabelecimentos que produzem ‘pó sabor café’; resíduos são classificados como lixo de lavoura | Foto: Ministério da Agricultura/Divulgação

O Mapa orienta que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos interditados e estejam atentos, especialmente diante de marcas pouco conhecidas ou de preço muito baixo.

Nos últimos 12 meses, 35 marcas nacionais já foram consideradas impróprias para consumo por excesso de impurezas.

A Abic recomenda a busca por bebidas certificadas, identificadas por selos de qualidade reconhecidos, para garantir a segurança e a pureza do produto.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade