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A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos, que entra em vigor em 22 de julho, já está alterando a estratégia de empresas brasileiras, especialmente nos setores de madeira, máquinas, calçados e rochas naturais, que dependem fortemente das exportações para os EUA. Exportadores estão considerando reduzir a produção, renegociar contratos e transferir operações para países vizinhos para evitar a tarifa.
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos já muda a estratégia de empresas brasileiras. Exportadores estudam reduzir a produção, renegociar contratos e transferir equipamentos e operações para países vizinhos para continuar atendendo o mercado norte-americano sem sofrer as consequências do tarifaço.
O movimento afeta principalmente setores dependentes das exportações para os EUA e com pouca capacidade de redirecionar as vendas. Madeira processada, máquinas, calçados e rochas naturais estão entre os mais expostos. No Paraná, empresas já iniciaram a instalação de unidades em outros países.
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As informações são de João Arthur Mohr, superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). “Tem indústrias que já estão se instalando em países vizinhos para conseguir produzir lá, transferir os equipamentos aqui do Brasil e, por meio desse país, acessar o mercado americano sem a tarifação”, afirmou em entrevista ao site Times Brasil.
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Além disso, outra alternativa é adaptar fábricas para atender novos mercados. Uma empresa que produz molduras para os Estados Unidos, por exemplo, poderia fabricar madeira serrada para a Europa. Porém, esses mercados já têm fornecedores consolidados, o que pode pressionar os preços.
As empresas também tentam dividir o custo da tarifa com importadores e consumidores norte-americanos. No entanto, segundo Mohr, essa estratégia não funciona para todos os setores. “Na madeira, é impossível”, disse ele. “25% é simplesmente impossível tanto para o importador absorver como para a indústria madeireira paranaense”.
Tarifaço entra em vigor na próxima semana
A nova tarifa entra em vigor em 22 de julho. Entidades empresariais alertam para queda nas exportações, redução das margens, revisão de contratos e impactos sobre empregos e investimentos. A transferência de operações também exige custos logísticos, tributários e operacionais e pode reduzir a produção no Brasil.
A Fiep estima que a nova tarifa pode atingir cerca de 75% das exportações paranaenses para os Estados Unidos, ante média de aproximadamente 30% no Brasil. Segundo a entidade, a diferença reflete o peso da indústria florestal na pauta exportadora do Estado.
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“Quando só o Brasil é taxado em 25% e o Chile não, o Canadá não, a Suécia não, a China não e a Malásia não, nós perdemos totalmente a competitividade”, disse.
Segundo Mohr, muitas indústrias paranaenses concentram quase toda a produção no mercado norte-americano e podem reduzir as atividades. “Nós temos um risco enorme de empregos nesse setor, porque essas indústrias estão focadas 100% na produção para os Estados Unidos e não têm outro mercado que a gente possa abrir para derivar”, afirmou.
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