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Economia

Campos Neto reforça importância de governo Lula cumprir meta fiscal

O presidente do BC afirmou que a revisão resultaria num déficit de mais de R$ 20 bilhões

Campos Neto meta fiscal
'Nossa opinião é que seria importante insistir na meta', afirmou Campos Neto | Foto: Raphael Ribeiro/BC

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reforçou nesta sexta-feira, 17, a importância de o governo Lula cumprir a meta fiscal que foi estabelecida. Ele afirmou que, na opinião da instituição, seria importante insistir no cumprimento do déficit zero.

Campos Neto fez a declaração durante o evento “Desafios do Banco Central e a revolução dos pagamentos digitais”, promovido em São Paulo (SP) pelos jornais Valor e O Globo.

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“É um jogo de credibilidade”, afirmou Campos Neto. “O preço de fazer essa mudança pode ser muito maior que esse valor inicial. Nossa opinião é que seria importante insistir na meta.”

O presidente do BC disse ainda que o governo, ao abandonar o arcabouço, acaba gerando uma dificuldade para que as pessoas acreditem em números futuramente.

Leia também: “Mercado eleva projeções de déficit primário em 2023 e 2024”

“Se lutou tanto em prol do arcabouço, teve um trabalho de convencimento do Legislativo, da sociedade, e nos primeiros sinais de desafio ele é abandonado (…) isso gera uma dificuldade muito grande de as pessoas acreditarem nos números futuros.”

Revisão da meta permitiria um déficit de fiscal de R$ 20 bilhões

Campos Neto fiscal
Campos Neto diz que meta fiscal é um ‘jogo de credibilidade’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campos Neto afirmou que a revisão da meta, que permite déficit fiscal de 0,25% do PIB para 2024, equivale a déficit superior a R$ 20 bilhões. “É um jogo de credibilidade”, afirmou.

“O preço de fazer essa mudança pode ser muito maior que esse valor inicial. Nossa opinião é que seria importante insistir na meta.”

Leia também: “Governo decide manter meta de déficit zero em orçamento de 2024”

Ele afirmou que o governo federal é quem define a política fiscal, mas é o BC que faz o acompanhamento das discussões. O presidente da autarquia declarou, por fim, que não há “relação mecânica” entre o fiscal e a política monetária.

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