publicidade
Economia

Cenoura, leite e cebola puxam alta dos alimentos

Grupo alimentação e bebidas foi o principal responsável pela inflação de 0,67% em abril; governo culpa clima e custos logísticos

Preços dos alimentos mantêm curva de aumento no governo Lula | Foto: Arquivo/Agência Brasil
Preços dos alimentos mantêm curva de aumento no governo Lula | Foto: Arquivo/Agência Brasil

Os preços dos alimentos continuaram pressionando a inflação em abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,34% no mês e foi o principal responsável pelo avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,67%.

Entre os itens que mais encareceram estão a cenoura, com alta de 26,63%, o leite longa vida, que subiu 13,66%, e a cebola, com aumento de 11,76%. O tomate também apresentou forte elevação, avançando 6,13%, enquanto as carnes ficaram 1,59% mais caras.

Receba nossas atualizações

Alimentos: reflexos dentro de casa

A alimentação consumida dentro de casa teve alta de 1,64%, refletindo principalmente os aumentos de hortaliças, laticínios e proteínas. Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,59%, com reajustes em refeições e lanches.

Além dos alimentos mais consumidos pelas famílias, outros produtos também sofreram pressão de preços nos últimos meses. Em março, por exemplo, itens como feijão-carioca, batata-doce, açaí e pimentão já haviam registrado aumentos expressivos, enquanto frutas como abacate, maçã e laranja apresentaram queda.

Leia também: “Fórmula do endividamento permanente”, reportagem publicada na Edição 321 da Revista Oeste

Entre os produtos que ficaram mais baratos em abril, o destaque foi o café moído, com recuo de 2,30%, além do frango em pedaços, que caiu 2,14%. Economistas avaliam que a maior oferta de café no mercado interno pode contribuir para desacelerar os preços ao longo do ano, depois de sucessivas altas registradas em 2025.

O governo federal atribui parte da pressão inflacionária às condições climáticas adversas, que afetaram as safras em diferentes regiões do país, além da elevação dos custos logísticos e do transporte. O diesel e outros combustíveis tiveram reajustes recentes, aumentando o custo do frete e impactando o preço final dos alimentos.

Analistas do mercado financeiro avaliam que os alimentos devem continuar pressionando a inflação nos próximos meses, embora em ritmo menor do que o observado no início do ano. A expectativa é que a entrada de novas safras e uma melhora nas condições de oferta ajudem a reduzir parte da pressão sobre os preços no segundo semestre.

+ Leia mais notícias de Economia na Oeste

1 comentário
  1. Luís Antônio Jansen
    Luís Antônio Jansen

    Sempre as mesmas idiotices, enquanto tiver um, os demais vão atrás, sempre foi assim, e sempre será.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.