publicidade
Economia

Justiça aceita recuperação judicial da Tok&Stok

Grupo Toky, controlador da varejista, tenta renegociar dívida superior a R$ 1 bilhão

Mobly adquire a Tok&Stok
Tok&Stok teve sua recuperação extrajudicial aprovada | Foto: Reprodução/site Tok&Stok

A Justiça de São Paulo autorizou o processamento do pedido de recuperação judicial do grupo Toky, controlador das redes Tok&Stok e Mobly. A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da capital paulista e comunicada pela companhia nesta segunda-feira, 15.

O grupo protocolou o pedido em maio deste ano. Na ocasião, informou possuir uma dívida superior a R$ 1 bilhão.

Receba nossas atualizações

Leia também: “Preço do petróleo cai mais de 5% no mercado internacional

Segundo a empresa, o setor de móveis e decoração enfrenta um cenário econômico adverso, marcado por juros elevados e pelo aumento do endividamento das famílias. A companhia afirmou que esses fatores pressionaram as operações e contribuíram para a deterioração de sua situação financeira.

No pedido apresentado à Justiça, o grupo argumentou que a recuperação judicial busca preservar as atividades das empresas, permitir a renegociação das obrigações financeiras e garantir a continuidade dos serviços prestados aos consumidores.

Recuperação judicial suspende cobranças e busca evitar falência

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociar dívidas sob supervisão da Justiça. 

Durante o processo, a companhia obtém proteção contra cobranças e execuções judiciais enquanto apresenta um plano para reorganizar suas finanças e evitar a falência. A medida busca preservar a continuidade das operações, dos empregos e das atividades econômicas da empresa.

Segundo a atualização da série da Serasa Experian, o Brasil registrou 977 processos de recuperação judicial em 2025, alta de 5,5% em relação a 2024 | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
Empresa havia entrado com pedido em maio | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Antes mesmo da decisão definitiva sobre o processamento da recuperação judicial, a empresa já havia obtido uma medida que suspendeu temporariamente cobranças e execuções judiciais contra as companhias do grupo.

A determinação, concedida em maio, interrompeu por 60 dias ações de cobrança que envolvem as seis empresas ligadas ao conglomerado.

Apesar da recuperação judicial, as lojas seguem em funcionamento. A expectativa é que as operações continuem normalmente durante o processo de renegociação com credores.

Nos últimos meses, porém, consumidores relataram problemas que envolvem atrasos na entrega de produtos, dificuldades para obtenção de reembolsos e falhas no atendimento. A empresa não indicou mudanças imediatas em sua operação comercial em razão da recuperação judicial.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade