Com critérios mais rígidos, 5,7 milhões devem deixar de receber auxílio

Novas parcelas do coronavoucher serão pagas em até quatro parcelas de R$ 300 cada
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Até agora, pouco mais de R$ 903 milhões referentes ao pagamento do auxílio emergencial foram devolvidos aos cofres públicos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Até agora, pouco mais de R$ 903 milhões referentes ao pagamento do auxílio emergencial foram devolvidos aos cofres públicos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Novas parcelas do coronavoucher serão pagas em até quatro parcelas de R$ 300 cada

auxílio emergencial
Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao anunciar a prorrogação do auxílio emergencial, o governo federal apertou os critérios e, com isso, 5,7 milhões de pessoas deixarão de ter direito ao benefício.

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As novas parcelas do coronavoucher serão pagas em até quatro parcelas de R$ 300 cada.

Segundo o Ministério da Cidadania a primeira fase do programa, que distribuiu R$ 600 mensais, atingiu 67,2 milhões de brasileiros. O contingente é superior à toda população da Itália.

Nesta segunda fase, que irá até dezembro, serão 61.488.087 pessoas elegíveis, disse o ministério.

Mudanças

Nesta nova etapa do auxílio, os residentes no exterior ou os que estejam presos em regime fechado não poderão receber o benefício.

Como registra a agência Reuters, os rendimentos tributáveis calculados para a elegibilidade serão os relativos ao ano de 2019, e não mais de 2018.

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Segundo a MP, o recebimento do auxílio emergencial residual será agora limitado a “duas cotas por família”. Na redação da lei do auxílio de 600 reais, o recebimento do auxílio era limitado a “dois membros da mesma família”.

A mãe solteira continua com direito a receber duas cotas. Na prática, caso outra pessoa elegível ao benefício seja da mesma família, ela deixará de poder receber, uma vez que o critério de duas cotas por família já terá sido satisfeito.

Custo

O custo mensal do auxílio emergencial caiu a R$ 16,9 bilhões para o período de setembro a dezembro, ante 50,8 bilhões de reais na fase anterior, que durou de abril a agosto, redução de 67%.

O Ministério da Economia estima que o custo total do auxílio será de 321,8 bilhões de reais em 2020.

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