Confiança do consumidor cai 3% em março, aponta estudo da FGV

Levantamento mostra queda em relação a fevereiro e revela preocupação com cenário econômico dos próximos meses
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Confiança caiu especialmente na faixa de poder aquisitivo entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600
Confiança caiu especialmente na faixa de poder aquisitivo entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 | Foto: Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3% em março, em 74,8 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), em comunicado nesta sexta-feira, 25.

Desta forma, o desempenho não consegue acompanhar o ritmo de fevereiro, quando o indicador da FGV subiu 2,9 pontos, chegando aos 77 pontos.

A Sondagem do Consumidor, divulgada nesta sexta-feira, coletou informações em 1.457 domicílios, com entrevistas entre os dias 1º e 22 de março.

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“A confiança dos consumidores voltou a cair em março, devolvendo 82% dos ganhos de fevereiro. Houve piora das avaliações sobre a situação atual e das expectativas em relação aos próximos meses”, comentou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota.

A análise por faixa de renda revela piora da confiança para todos os consumidores, com destaque para o patamar de poder aquisitivo entre R$ 4.800,01 até R$ 9.600, cujo ICC caiu 6,7 pontos, para 78 pontos, menor valor desde maio de 2021.

Entre os quesitos que compõem o ICC, o indicador que mede a percepção sobre a situação econômica futura foi o que mais influenciou a queda da confiança no mês, ao cair 7,5 pontos, para 93,3 pontos, menor nível desde março de 2021 (92,5 pontos).

Já o indicador que mede a satisfação sobre a situação financeira atual das famílias caiu 5,2 pontos, para 56,9 pontos, menor nível desde 2016.

“A insatisfação dos consumidores sobre a situação financeira familiar atinge o menor nível desde abril de 2016, influenciado pela inflação, pela lenta recuperação do mercado de trabalho e pelo endividamento das famílias, principalmente das famílias com menor poder aquisitivo. Diante das perspectivas negativas sobre a economia, consumidores voltam a ficar cautelosos e diminuem seu ímpeto de compras nos próximos meses”, analisou Viviane Seda Bittencourt, da FGV.

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1 comentário Ver comentários

  1. Se a inflação dobrar eu continuo votando no Bolsonaro. Eu sei que a culpa não é dele. É um pequeno preço que pagaremos para afastar as quadrilhas de perto do dinheiro público.

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