Na Páscoa, varejo deve movimentar mais de R$ 2 bi

Levantamento é da Confederação Nacional do Comércio
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Vistas de ovo de páscoa em Curitiba (PR) na terça feira 22.
Vistas de ovo de páscoa em Curitiba (PR) na terça feira 22. | 22/03/2022 - Foto: EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) informou nesta quinta-feira, 24, que as vendas do comércio varejista para a Páscoa devem totalizar mais de R$ 2 bilhões em 2022. O valor representa avanço de quase 2% no volume vendido em relação à mesma data no ano passado.

Apesar do crescimento projetado, as vendas devem ficar quase 6% abaixo da média alcançada em 2019 — quase R$ 2,5 bilhões —, antes da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o economista Fábio Bentes, responsável pelo levantamento da CNC, o desempenho do varejo recuou de forma significativa com a queda no fluxo de consumidores durante as duas primeiras ondas da pandemia, especialmente em 2020. 

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“Naquele ano, o varejo registrou o menor volume de vendas, pouco mais de R$ 1,5 bilhão, em uma década”, disse o economista. Segundo Bentes, com o restabelecimento da circulação de consumidores, o comércio recuperou parcialmente o ritmo das vendas nos últimos dois anos.

Valorização do real

Neste ano, a valorização do real em relação ao dólar estimulou a importação de chocolates. Registros da Secretaria de Comércio Exterior obtidos pela CNC mostraram que a importação de chocolates em 2022 alcançou quase 1,5 mil toneladas, um aumento de quase 10% em relação a 2021.

Já a quantidade importada de bacalhau teve um recuo de quase 20% em relação à Páscoa de 2021. “A queda nas importações de bacalhau é um indício de que o varejo está apostando na melhor saída, que são os produtos mais baratos”, avaliou Bentes.

Os chocolates devem subir 8,5% em relação ao ano passado, enquanto o bacalhau deve estar 3% mais barato. Os demais aumentos são esperados nos bolos, pouco mais de 15%; azeite de oliva quase 15%; pescados quase 5%, refrigerante e água mineral pouco mais de 7%; vinho quase 4% e a alimentação fora de casa — restaurantes e bares — quase 7%.

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