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Economia

Criação de empregos cai quase 20% em junho na comparação com 2024

Brasil criou 166,6 mil postos formais no mês

empregos
SP foi o Estado que mais gerou empregos no país | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

O Brasil registrou a criação de 166,6 mil empregos com carteira assinada em junho de 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira, 4.

O número representa uma queda de 19,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o saldo foi de 206,3 mil vagas formais. Apesar da retração em comparação anual, houve leve crescimento na comparação com o mês anterior, maio de 2025, que havia registrado saldo de 153,1 mil vagas.

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O resultado de junho decorre de 2,1 milhões de admissões e 1,9 milhão de desligamentos no mês. Na avaliação do Ministério, “a variação em relação ao mês anterior foi de -135,4 mil admissões e -148,8 mil desligamentos”, o que configura queda de 6% e 7%, respectivamente. Em relação a junho de 2024, houve alta de 2,2% nas admissões e de 4,6% nos desligamentos.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o saldo positivo foi de 1,2 milhão de vagas, resultado de 13,9 milhões de admissões e 12,6 milhões de desligamentos. O saldo acumulado neste ano é inferior ao verificado no mesmo período de 2024, quando foram geradas 1,3 milhão de vagas, o que representa recuo de 6,8%.

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O setor de serviços liderou a geração de empregos em junho de 2025, com saldo de 77 mil vagas formais, seguido pelo comércio (32,9 mil), agropecuária (25,8 mil), indústria (20,1 mil) e construção (10,6 mil).

Dentro dos serviços, destacaram-se as atividades administrativas e serviços complementares, com 26,3 mil postos criados, e as atividades profissionais, científicas e técnicas, com 9,7 mil vagas.

Educação foi o único subsetor dos serviços com saldo negativo e registrou o fechamento de 5 mil postos formais. Já o setor de saúde humana e serviços sociais teve criação de 17 mil vagas, e a administração pública, defesa e seguridade social registrou 817 novos postos.

No acumulado do ano até junho, o setor de serviços foi responsável por 643 mil vagas, seguido pela indústria (229,8 mil), construção (159,4 mil), agropecuária (99,3 mil) e comércio (90 mil).

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A maior criação líquida de vagas foi registrada no Sudeste, com 76,3 mil postos, seguida pelo Nordeste (36,4 mil), Centro-Oeste (23,8 mil), Sul (18,3 mil) e Norte (11,6 mil). Entre os Estados, São Paulo liderou em números absolutos, com 40 mil empregos formais, seguido por Minas Gerais (24,2 mil) e Rio de Janeiro (15,3 mil).

Na outra ponta, Espírito Santo foi a única unidade da Federação a registrar saldo negativo no mês, com fechamento de 3,3 mil postos, o que representa variação relativa de -0,36%. Roraima apresentou o menor saldo positivo, com apenas 44 novas vagas formais.

Do total de postos criados em junho, 126,3 mil correspondem a vínculos considerados típicos — como contratos em tempo integral e prazo indeterminado — e 40,2 mil a vínculos não típicos, como contratos de aprendizes, intermitentes, temporários, sob Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) e com carga horária de até 30 horas semanais.

Por faixa etária, o grupo de 18 a 24 anos concentrou o maior saldo de contratações, com 102,3 mil vagas. Na análise por grau de instrução, os trabalhadores com ensino médio completo tiveram o maior saldo (859,8 mil).

Em relação à raça ou cor, foram registrados saldos positivos para pessoas brancas (448,7 mil), pardas (166,1 mil) e pretas (123,4 mil). Os dados também mostram saldo negativo de 302,8 mil entre trabalhadores que não informaram raça ou cor.

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Economia brasileira tende a impor um ritmo mais lento nas contratações | Foto: Agência Brasília

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.278,37, valor corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Esse valor representa um aumento de 1,28% em relação a junho de 2024. O salário médio de desligamento no mesmo mês foi de R$ 2.376,20.

Homens admitidos em junho receberam, em média, R$ 2.381,33, enquanto mulheres admitidas no mesmo período tiveram média salarial de R$ 2.138,33, diferença de R$ 243. Por setor, os maiores salários médios de admissão foram registrados na indústria (cerca de R$ 2,3 mil), e os menores na agropecuária (aproximadamente R$ 1,9 mil).

O número de requerimentos ao seguro-desemprego em junho de 2025 foi de 612,1 mil, inferior ao registrado em maio (652,7 mil) e também inferior a junho de 2024, quando foram feitos 592,2 mil pedidos. Os dados levam em conta o período legal de até 120 dias depois do desligamento para solicitar o benefício.

O estoque de empregos formais — ou seja, o número total de vínculos ativos no país — chegou a 48,4 milhões em junho de 2025. Destes, 5,2 milhões são considerados vínculos não típicos, segundo metodologia baseada na Relação Anual de Informações Sociais de 2023.

Os dados mostram que o ritmo de geração de empregos formais caiu em junho, com saldo inferior ao do mesmo mês de 2024. Mesmo com resultado positivo no semestre, a desaceleração sinaliza perda de fôlego do mercado de trabalho.

Leia também: “O empresariado desembarca do governo Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 221 da Revista Oeste

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