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Economia

Dívida bruta do Brasil atinge mais de R$ 9 trilhões em abril

Valor equivale a 76,2% do Produto Interno Bruto nacional

Sede do Banco Central (BC) do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) no Brasil somou R$ 9,1 trilhões em abril. O valor equivale a 76,2% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta sexta-feira, 30. Em março, o indicador do DBGG estava em 75,9% do PIB.

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O BC mostra que a variação mensal da dívida pode ser explicada por um impacto altista de 0,7 ponto porcentual (p.p.) dos juros nominais apropriados. No entanto, a variação do PIB nominal contribuiu para uma queda de 0,4 p.p., e o efeito da valorização cambial reduziu o indicador em 0,1 p.p..

O principal efeito que aumenta o débito público é o gasto com juros. Em abril, as despesas com esse montante somaram R$ 69,7 bilhões. Em 12 meses até abril, totalizaram R$ 928,4 bilhões, o que corresponde a 7,71% do PIB.

A dívida líquida do setor público ficou em 61,7% do PIB em abril, cerca de R$ 7,4 trilhões. Em março, estava em 61,6% (R$ 7,3 trilhões).

BC atualiza elasticidade das dívidas líquida e bruta

A autoridade monetária atualizou as elasticidades das dívidas líquidas e brutas do setor público e seus principais indexadores.

Para a dívida líquida, a valorização de 1% do câmbio leva a um aumento imediato de 0,07 p.p. do PIB, ou R$ 8,5 bilhões. Para cada aumento de 1 ponto porcentual da Selic, mantida por 12 meses, há elevação da dívida de 0,46 ponto, ou R$ 55 bilhões. Já um aumento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 ponto, cerca de R$ 20,3 bilhões.

O cálculo do salário mínimo leva em conta a inflação dos últimos 12 meses, encerrando-se em novembro, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Gasto com juros é o que mais eleva a dívida | Foto: José Cruz/Agência Brasil

No caso da dívida bruta, a valorização de 1% do câmbio gera queda imediata de 0,09 ponto (R$ 10,7 bilhões). Para cada elevação de 1 ponto da Selic, mantida por 12 meses, há elevação de 0,41 ponto da dívida, ou R$ 50 bilhões. Já cada aumento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 ponto, cerca de R$ 20 bilhões.

Leia também: “Errando a dois”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 270 da Revista Oeste

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